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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

NOVO ANO CHEGANDO...

Ao terminar mais um ano é tempo de rever o que foi feito, conquistado, amado...

Se olharmos para trás, imagino que muito mais ganhamos do que perdemos, muito mais vencemos do que perdemos... As conquistas foram muitas e devemos estar felizes por tudo isso e, é claro, querendo que 2010 seja ainda melhor!


Desejo que para vocês seja um ano alegre, feliz, com sucessos e muitas realizações. Que haja leveza, generosidade e, se a tristeza quiser chegar... dêem a ela um sorriso que ela, toda sem graça, irá embora...

Agradeço todo carinho que recebi e espero continuar a contar com ele...

Celebrem a vida!!! Comemorem!!! Pensem só coisas boas para que os bons fluidos sejam atraídos...

Viva 2010!!! Viva cada um de nós!!!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

BOMBOM DE UVA

INGREDIENTES

• Creme Real (branco)
750mL de leite
3 colheres (sopa) de maisena
3 gemas
1 lata de leite condensado

Creme Ganache (negro)
300g de chocolate ao leite
1 lata de creme de leite com soro

Uvas (itália, rubi ou benitaka)

MODO DE PREPARO

1º Fazer o creme branco:

Em uma panela coloque o leite condensado e as gemas de ovo que deverão ser peneiradas antes de usar na receita. Misture até incorporar. Acrescente aos poucos o leite com a maisena já dissolvida e vá misturando. Leve ao fogo mexendo sempre até engrossar (não precisa ferver). Reserve esse creme até esfriar e então retire a película que se formará sobre ele antes de despejar sobre as uvas (obs. Não despeje o creme ainda quente sobre as uvas!)

2º Lavar e preparar as uvas:
Lave as uvas e corte-as ao meio para retirar as sementes com uma faca. Acomode-as em uma travessa (ou como na foto) até forrar o fundo formando ao menos duas camadas.

3º Montar a sobremesa e finalizar com o creme Ganache:
Despeje o creme branco já frio sobre as uvas, alisando com o auxílio de uma colher. Por último prepare o creme Ganache: raspe o chocolate e derreta no microondas. Vá misturando o creme de leite (misture o soro ao creme de leite antes de usar na receita) ao chocolate derretido aos poucos até incorporar toda a lata. Despeje o creme Ganache sobre o creme branco e leve à geladeira.

4º Decorar
Faça a decoração somente após o creme Ganache criar certa consistência. Use uvas, raspas de chocolate ou mesmo chocolate granulado. Invente!

5º Deliciar
Esse é o passo mais gostoso!!! Hummm...

É uma receita fácil e deliciosa, que não pode faltar no nosso Natal... Minha família adora!!! Espero que gostem também...

NATAL



Queridos amigos,

A vocês só posso desejar um FELIZ NATAL, com paz, saúde, amor, família, amigos.

E, assim como Maria acarinhou seu filho Jesus, que ela também os acarinhe, cuide e proteja.

Que o lar seja abençoado, a mesa farta, o coração aberto para receber e dar amor.

Felicidades!!!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

TÔ MEIO DE MOLHO...


Nossa, não pensei que ia ficar tanto tempo com esse ciático inflamado...

Como não havia como melhorar... acabei no pronto socorro, tomei injeção e espero melhorar, senão, em vez de um lindo presente é bem capaz de Papai Noel trazer um anti-inflamatório... Já pensou???

Mas, ainda tenho que tomar mais três injeções... tomara que façam efeito MESMO!!!

É isso... Boletim médico encerrado por hoje...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

TÔ DE MOLHO...

Meu nervo ciático, sempre tão educado, resolveu protestar e... me derrubou!

Não fiz nada pra ele, sempre o tratei bem, como amigo e agora... sou maltratada, judiada, derrubada por quem pensei ser meu companheiro de tanto tempo.

Já bati um papo, prometi que, se fiz alguma coisa contra ele que vou me regenerar e, estou à espera de seu perdão... e, é claro, de receber dele só carinho, e não esses beliscões dos últimos dias.

É isso... Só dei uma passadinha e vou voltar para o "molho" na cama... Mas, já enjoei...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Dia de faxina... De faxina??

Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!

Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever "Eu te amo" sobre os móveis !

Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso "alguém aparecesse para visitar" - mas depois descobri que ninguém passa "por acaso" para visitar- todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!

E agora, se alguém aparecer de repente?

Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém...

.... as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei  fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida...

Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA .... APROVEITE-A!!!

Tire o pó... se precisar...
mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas? Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR!

Tire o pó... se precisar...
mas você não terá muito tempo livre...
para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas,
ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!

Tire o pó... se precisar...
mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente....

- Pense bem, este dia não voltará jamais !!

Tire o pó... se precisar....
mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora...

E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!

"Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

BOLO DE FRUTAS PARA O NATAL




INGREDIENTES

Recheio:
½ xícara (chá) de damasco picado
½ xícara (chá) de castanha do Pará picada grosseiramente
½ xícara (chá) de nozes picadas grosseiramente
½ xícara (chá) de frutas cristalizadas
½ xícara (chá) de uva passa clara
½ xícara (chá) de uva passa escura
½ xícara (chá) de ameixa picada
½ xícara (chá) de figo seco picado
2 colheres (sopa) de farinha de trigo

Massa:
1 ½ xícara (chá) de açúcar
4 ovos
1 xícara (chá) de manteiga (temperatura ambiente)
1 xícara (chá) de leite
1 colher (sobremesa) de essência de amêndoas
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó

PREPARO:
Em uma tigela, misture o damasco, a castanha do Pará, as nozes, as frutas cristalizadas, a uva passa clara, a uva passa escura, a ameixa e o figo seco. Por fim, acrescente a farinha de trigo e misture bem. Reserve.

Bata na batedeira ou misture bem numa tigela o açúcar, os ovos e a manteiga até que obtenha um creme homogêneo e claro. Junte e misture o leite, a essência, a farinha de trigo e, por fim, o fermento em pó. Acrescente a mistura de fruta, misture e coloque em uma fôrma untada e forrada com papel manteiga. Por cima, decore com nozes e castanhas. Leve para assar no forno médio (180 ºC) preaquecido por 45 minutos.

Rendimento: 8 a 10 porções

domingo, 6 de dezembro de 2009

O ANJO

Um homem estava sentado num banco de praça. Seus olhos completamente ilhados em lágrimas. Sentia já o coração bater fraco, porque suas esperanças eram poucas.

Perdera sua fé, sua razão e seus sentidos. Pensava somente no fracasso. Nada nos últimos tempos tinha dado certo em sua vida. Tentara em vão várias coisas e não conseguira.

Agora se abatia com essa sensação de fracasso. Pensava em sua família, em seus amigos, em seu emprego, e principalmente pensava na mulher que amava, que não o amava. De todos os sonhos possíveis que pudesse ter, este era certamente o impossível.

Pensou sua vida desde que se conhecera por gente até aquele momento. Pensou na sua trajetória e onde havia cismado de parar. Era agora o arquétipo do errante, o homem sem trajetória certa. Alguém que estava alí e não entendia o sentido.

Por mais que pensasse e refletisse, sua sensação de não ter respostas era maior. Quanto mais pensava, mais sua alma se espremia e ficava menor.

Tentara em vão a vida inteira seguir uma trilha certa, mas o mundo lhe dava reviravoltas e insistia em testar sua persistência e sua força. Só que agora estava cansado e não queria mais lutar. Entregou-se completamente e abaixou sua cabeça.

Pediu apenas que um anjo aparecesse e o levasse dalí. Calou-se num silêncio mortal.

Uma eternidade passou pela sua cabeça até que deu conta de si, ao sentir a mão de um menino de rua que lhe puxava pela camisa, pedindo uns trocados.

Olhou para aquele menino sujo, pobre e maltrapilho, e sentiu asco. Logo naquele momento um menino de rua pedindo uns trocados! Tinha coisas mais importantes para pensar! Tinha coisas mais importantes no mundo que isso!

Sua vida estava se consumindo e ele só queria um anjo que o salvasse.

Empurrou o menino e pediu que fosse embora. Não tinha trocado, nem tempo para dar atenção a ele. Fez de conta que o menino não estava alí e abaixou sua cabeça novamente, à espera de seu anjo salvador...

Fechou seus olhos e sua visão.

E não viu que o menino o abençoou e bateu asas rumo ao céu...

Anjos estão à nossa volta, e assumem várias formas, mas, que pena, ainda não aprendemos a vê-los...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

TEMPO DE SER FELIZ



Há coisas que nada como o tempo para resolver. Não, ele não resolve, claro, mas deixa essa impressão de que o tamanho das coisas é bem menor visto de longe. Enormes problemas hoje podem assim ser vistos de maneira diferente amanhã ou depois. Eles não são, provavelmente, menores, mas o primeiro susto já passou e podemos ser mais objetivos.

Quando estamos por demais envolvidos por nossas emoções, nosso racional se perde. Só mesmo as águas calmas depois da tempestade podem nos mostrar o quanto somos resistentes.

Mas... como nem tudo na vida é branco e nem tudo é preto, o tempo, de aliado pode passar a ser um inimigo. E se a vida fosse menos complexa teríamos mais habilidade para saber onde encontrar a diferença, a sutil diferença entre o que se deve deixar passar e o que se deve apegar.

Se algumas situações se acalmam com o passar do tempo, outras apenas se acomodam e nos dão a ilusão de que o tempo apenas está curando.

Infelicidades e insatisfações do coração não se resolvem e não se tornam menores com o tempo, elas apenas se instalam e criam raízes. Acreditamos assim com a força da nossa alma que um dia ao acordar algo terá mudado, que o amor perdido terá voltado, que a vida terá o mesmo sabor que antes ou que terá, melhor ainda, o gostinho do melhor dos nossos sonhos.

Engano!... Certas coisas precisam do toque das nossas mãos, precisam da nossa vontade e força, da nossa disposição e da nossa fé. O tempo de amanhã será o mesmo se agimos ou não, mas nós não seremos os mesmos.

Precisamos aprender a dizer "não" ao que não nos convém, ao que não nos satisfaz, ao que nos mata silenciosamente. Precisamos abrir-nos à vida e viver de maneira que amanhã olhando para trás não tenhamos tantos arrependimentos, apenas esse sentimento de auto-satisfação, esse sentir de que o tempo passou sim, mas não passou sozinho, pois tivemos a sabedoria de caminhar de mãos dadas com ele, tal qual à noiva cheia de sonhos, prometida à felicidade.

Letícia Thompson

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A estrela que chegou...

No programa "Ídolos" um rapaz se destaca: Diego Moraes...
Se não o conhecem, vejam o vídeo...
Ele é maravilhoso!!!


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

NATAL - Fernando Pessoa


O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Só por hoje

Como já devem ter percebido, gosto muito de poesia e essa é uma das minhas preferidas. É bem o que estou disposta a fazer... não só por hoje...

Só por hoje

vou rasgar os códigos.
Desacato as regras,
a água morna,
os preços módicos.

Só por hoje
desacredito das retas,
descarrilho do trilho,
desvio das setas.

Preciso de tempo pra sonhar,
respirar fundo e carregar na mão
o sal da vida e o mel do mundo.

Se o compromisso tocar a campainha,
peço que aguarde na casa vizinha,
mansamente, sem fazer alarde.
Mas comunico a todos pela imprensa
que sumiu a lucidez.
Pediu licença.
É só por hoje,
mas agora é minha vez.

Flora Figueiredo

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

DINHEIRO, MODO DE USAR


Educação financeira é um dos assuntos do momento entre os adultos que participam da educação dos mais novos. Pais e escolas querem que crianças e adolescentes tenham uma visão equilibrada do dinheiro e de seu uso. Tarefa difícil, principalmente quando lembramos que vivemos na era do consumo.


Para os adultos, já é difícil lidar com essa questão. Com maior regularidade do que eu gostaria, me surpreendo comprando pequenas inutilidades domésticas. Com muito custo, consegui superar o gasto com as grandes inutilidades. Pessoas conhecidas gastam mais do que deveriam e contraem dívidas desnecessárias: carros maiores do que precisam, inovações tecnológicas que pouco facilitam a vida, roupas e acessórios caríssimos, entre outras coisas. E queremos ensinar o uso parcimonioso do dinheiro!

Corretíssimo que nosso anseio seja o de que eles nos superem e não repitam nossos defeitos -faz parte dos princípios de uma boa educação. Entretanto, poderíamos fazer mais do que tentar introduzir na escola -para citar um exemplo- a educação financeira.

Poderíamos começar reduzindo a lista de materiais que os pais compram para os filhos iniciarem animados o ano letivo. Dei uma rápida olhada em listas enviadas pelas escolas e conversei com algumas mães a respeito. Comecemos pelos pedidos das escolas.

Crianças que frequentam a educação infantil precisam levar de 100 a 500 (!) folhas de papel, fora os lápis coloridos, papéis e tintas dos mais variados tipos, colas, pastas, cadernos, agenda etc.

Alunos que frequentam o ensino fundamental e médio precisam levar agenda, cadernos espirais com cem folhas, calculadora e livros, muitos livros! Ah, se a relação entre quantidade de material e aprendizagem fosse direta! Mas não é o que tem ocorrido, como indicam as avaliações internacionais.

Como se não bastasse o exagero dos pedidos de muitas escolas, os pais adicionam outras coisas às listas: malas enormes, mochilas de marca, estojos com múltiplos compartimentos e lápis, canetas e borrachas suficientes para recheá-los.

Para ir à escola são necessários poucos acessórios: um lápis, uma caneta, uma borracha, um apontador, um caderno e os livros. Basta isso, já que não são tais objetos os responsáveis pelo bom aproveitamento do aluno. Aliás, quanto mais material, maior a distração e menor a disposição para a concentração e o esforço para aprender.

Bem, mas não é só em relação ao material escolar que os pais ensinam o mau uso do dinheiro aos filhos: é também no valor da mesada que dão, na compra de roupas, brinquedos e outras coisas que eles já têm -e em grande quantidade. Como as crianças aprendem principalmente observando os pais, seria bom que eles fizessem mais do que colocar o filho em cursos de educação financeira.

Rever os próprios hábitos de consumo e usar a mesada como estratégia educativa talvez sejam os recursos mais poderosos que os pais têm para dar uma boa educação financeira aos filhos.


Categoria: Folha Equilíbrio 29.1.2009

Escrito por Rosely Sayão - Folha Equilíbrio - 29.01.2009

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

RECEITA MARAVILHOSA

CARNE COM CURRY E COCO

Rende:
4 porções de 150 g
Calorias por porção:
150

INGREDIENTES

1 col. de (sopa) rasa de margarina light
1 cebola pequena picada
1/2 pimentão
1 col. (sopa) de curry
1 col. (sopa) de farinha de trigo
1/2 xíc. (chá) de água
1 tablete de caldo de carne
1 maçã cortada em pedacinhos
1 col. (sopa) de coco ralado
1 col. (sopa) de uvas passas
250 g de carne de boi magra cozida em pedaços
1 col. (sopa) de salsinha

MODO DE FAZER

1. Derreta a margarina numa frigideira e frite a cebola e o pimentão até amolecer, junte o curry e a farinha de trigo e deixe no fogo por mais 1 minuto.
2. Acrescente o caldo de carne previamente dissolvido na água e vá mexendo até engrossar.
3. Acrescente a maçã, o coco, as passas e cozinhe por 10 minutos.
4. Junte a carne e continue cozinhando por mais 10 minutos.
5. Salpique salsinha e sirva quente.

domingo, 22 de novembro de 2009

HEITOR VILLA-LOBOS

comemoração dos 50 anos do falecimento de Heitor Villa-Lobos, é sempre bom nos recordarmos de sua vida, de sua música.

Formatei um PPS sobre ele e, quem quiser é só pedir que enviarei.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Jogo França x Irlanda

Pivô de polêmica, Thierry Henri diz que jogo França x Irlanda deveria ser anulado


O atacante Thierry Henry, que colocou a mão na bola no lance do gol que classificou a França para a Copa-2010, disse nesta sexta-feira que aprova o pedido da Irlanda de repetir a partida, apesar de a Fifa já ter descartado essa possibildade.

"Repetir a partida seria a solução mais justa", afirmou o francês Henry em um comunicado enviado a um canal de TV britânico.

"Mas isso [decidir sobre a partida] está fora do meu controle. Pouco posso fazer além de admitir que a bola esteve em contato com minha mão antes do gol e que sinto muito pelos irlandeses."

Na quarta-feira, em Saint-Dennis, no jogo de volta pela repescagem das eliminatórias da Europa para a Copa, a França chegou ao empate com a Irlanda na prorrogação com um gol irregular, após terminar o tempo normal perdendo por 1 a 0.

Thierry Henry, capitão da seleção da França, domina a bola com a mão na área, antes de fazer o passe para o gol contra a Irlanda.

No lance, Henry dominou a bola com a mão e tocou para Gallas, que desviou para as redes. Com o resultado, os franceses ficaram com a vaga, pois venceram o jogo de ida, em Dublin, por 1 a 0.

"Não sou um trapaceiro, nunca fui. Foi uma reação instintiva a uma bola que chegava extremamente rápido em uma área muito povoada", disse Henry na ocasião.

"Nunca neguei que controlei a bola com a mão. Disse isso aos jogadores irlandeses, ao árbitro e aos jornalistas."

A Irlanda havia solicitado à entidade que o jogo fosse disputado novamente, alegando que "a decisão grosseiramente incorreta do árbitro de validar o gol feriu a integridade do esporte". No entanto, não teve atendido o pedido.

Minha opinião:

Mas por que, então, Henry não teve coragem de admitir durante o jogo que tinha feito o gol com a mão??? Claro que ficou com medo dos franceses, mas, certamente seria reverenciado, não só pelos irlandeses, mas por todo o mundo.

É, coragem de enfrentar é para poucos, não para Thierry Henry, que, com seu medo tirou o sonho dos irlandeses - lamentável!!!

É isso...

HUMILDADE MINEIRA




Três paulistas querendo contar vantagem pro mineirim:

1º. paulista: - Estou com a grana... e vou comprar a Vale do Rio Doce!
2º. paulista: - Estou muito rico... e vou comprar a Fiat Automóveis!
3º. paulista: - Estou milionário... e vou comprar a Usiminas!

E os três ficam esperando o quê o mineiro vai falar.
O minerim arruma o chapéu na cabeça, dá uma pitada no cigarro de palha, dá uma cuspida, engole a saliva, faz uma pausa... e diz:

- Num vendo!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

DEUS EM MEU QUINTAL

Alguns guardam o domingo indo à igreja
eu o guardo ficando em casa
tendo um sabiá como cantor
e um pomar por santuário.

Alguns guardam o domingo em vestes brancas
mas eu só uso minhas asas
e ao invés de repicar dos sinos da igreja
nosso pássaro canta na palmeira.

É Deus que está pregando, pregador admirável
e o Seu sermão é sempre curto
Assim, ao invés de chegar ao céu só no final,
Eu o encontro o tempo todo no quintal.

Emily Dickinson

terça-feira, 17 de novembro de 2009

UM VÍDEO



Cancão da Terra

Written and Composed by Michael Jackson.
Escrito e composto por Michael Jackson.


Produced by Michael Jackson.
Produzido por Michael Jackson.


What about sunrise
E quanto ao nascer do sol?
What about rain
E quanto a chuva?
What about all the things
E quanto todas as coisas
That you said we were to gain...
que você disse que nós ganhamos...
What about killing fields
E quanto matar os campos?
Is there a time
Existe um tempo?
What about all the things
E quanto todas as coisas
That you said was yours and mine...
que você disse que eram suas e minhas...
Did you ever stop to notice
Você já parou pra observar?
All the blood we've shed before
Todo o sangue que derramamos antes
Did you ever stop this notice
Você já parou pra observar?
This crying Earth this we make sure?
Esta terra está chorando, nós certamente fizemos isso?
Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
Aaaaaaaah Aaaaaaaaah
What have we done to the world
O que fizemos com o mundo?
Look what we've done
Olhe o que fizemos?
What about all the peace
E quanto toda a Paz
That you pledge your only son...
que você prometeu a seu único filho...
What about flowering fields
E quanto aos campos floridos?
Is there a time
Existe um tempo?
What about all the dreams
E quanto todos os sonhos
That you said was yours and mine...
que você disse que eram seus e meus?
Did you ever stop to notice
Você já parou pra observar?
All the children dead from war
Todas as crianças mortas na guerra
Did you ever stop to notice
Você já parou pra observar?
This crying Earth this we make sure?
Esta terra está chorando, nós certamente fizemos isso?
Aaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaah
Aaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
I used to dream
Eu sonhava
I used to glance beyond the stars
Eu costumava olhar além das estrelas
Now I don't know where we are
Agora eu não sei onde nós estamos
Although I know we've drifted far
Embora eu saiba que estavamos a deriva
Aaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaaah
Aaaaaaaaah Aaaaaaaaaaah
Aaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaaah
Aaaaaaaaah Aaaaaaaaaaah
Hey, what about yesterday
Ei, E quanto ontem?
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about the seas
E quanto os mares?
(What about us)
(Quanto a nós?)
The heavens are falling down
Os Céus estão caindo
(What about us)
(Quanto a nós?)
I can't even breathe
Eu mal posso respirar
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about everything
E quanto tudo?
(What about us)
(Quanto a nós?)
I have given you
Eu tenho dado a você
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about nature's worth
E quanto o vale da natureza?
(ooo,ooo)
(ooo,ooo)
It's our planet's womb
É o ventre do nosso planeta
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about animals
Quanto aos animais?
(What about it)
(Quanto a nós?)
We've turned kingdoms to dust
Nós transformamos os reinos em pó
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about elephants
Quanto aos elefantes?
(What about us)
(Quanto a nós?)
Have we lost their trust
Perdemos a confiança deles
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about crying whales
E quanto as baleias chorando?
(What about us)
(Quanto a nós?)
We're ravaging the seas
Devastamos os mares
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about forest trails
E quanto as trilhas?
(ooo, ooo)
(ooo,ooo)
Burnt despite our pleas
Queimada apesar de nossos fundamentos
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about the holy land
E quanto a terra santa?
(What about it)
(Quanto a nós?)
Torn apart by creed
Dilacerada pela crença
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about the common man
Quanto ao homem comum?
(What about us)
(Quanto a nós?)
Can't we set him free
Não podemos liberta-lo
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about children dying
E quanto as crianças morrendo?
(What about us)
(Quanto a nós?)
Can't you hear them cry
Não consegue ouvi-las chorar?
(What about us)
(Quanto a nós?)
Where do we go wrong
O que fazemos de errado?
(ooo, ooo)
(ooo,ooo)
Someone tell me why
Alguém me disse por quê
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about baby boy
E quanto ao garotinho?
(What about it)
(Quanto a nós?)
What about the days
E quanto aos dias?
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about all their joy
E quanto a alegria deles?
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about the men
E quanto aos homens?
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about the crying man
E quanto ao homem chorando?
(What about us)
(Quanto a nós?)
What about Abraham
E quando ao Abraham?
(What was us)
(O que nós fomos?)
What about death again
E quanto a morte novamente?
(ooo, ooo)
(ooo,ooo)
Do we give a damn
Nós demos uma maldição
Aaaaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaaaah
Aaaaaaaaaaah Aaaaaaaaaaaah

Receita para afastar pernilongo

Recebi de uma amiga a receita que, segundo ela, é infalível para afastar pernilongos.
Ontem, no final da tarde esparramei vários pratinhos com a tal receita e... dormimos a noite toda!!!

Tomara que os vampirinhos não se acostumem com o cheiro, que é delicioso!!!

Como hoje está mais quente que ontem, quando estava fresco, o teste será mesmo hoje à noite. Depois eu conto...

E a receita é simplesmente cortar limões ao meio e espetar cravos... Vejam a foto. É isso...


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pra que serve um pernilongo???



Nessa época do ano, aqui onde moro vira a maior festa de pernilongos... e, sempre me pergunto: pra que serve um pernilongo??

Parece que eles fazem de propósito: é só a gente apagar a luz e querer dormir que lá vem a cantoria, a serenata. Fiquei sabendo que quem suga nosso sangue é a fêmea, a pernilonga e não é para se alimentar não, é para mandar o dito cujo para suprir seus ovos.

Então, além de ser picada, ficar com coceira, não conseguir dormir, ainda estou alimentando os futuros seresteiros!!

E, como na vida tudo dá o que pensar... fiquei imaginando quantas pessoas são verdadeiros pernilongos na vida da gente, sempre perturbando. E, pensando mais um pouco: será que ando sendo pernilongo na vida de alguém??

Êta, filosofar numa noite assim é demais!!!

É isso...

domingo, 15 de novembro de 2009

A CANÇÃO DO TEMPO QUE NÃO VIRÁ



Todas as bocas só me pedem versos,
como se de versos fosse todo eu feito:
a goteira do rancho; o menino sem livro;
o chão sem semente; a boca sem riso;
a rede sem peixe; o enfermo sem leito;
o rancho com fome; o livro mais caro;
a semente com dono; o riso com uísque;
o peixe com preço; o leito com lã...

E, então, me perguntam porque faço versos,
que gemem de dor; que choram de ódio;
que geram silêncios; que babam consciências;
que abortam questões; que fundem idéias;

e, a todos, eu digo
que somos irmãos;

que os versos que faço
me veem de seus olhos:
de mães que amamentam,
sem leite nos seios;
de pais que derretem
energias na luta;
de meses contados
com baixos salários;
do brilho do esmalte,
de mãos femininas;
da moeda que lembra
os burgueses redondos;
de todas as formas
que deram ao Cristo!

Os versos que fiz caminham sozinhos;
e a mim já voltaram milhares de vezes,
em forma de voto!

Eu sou a tribuna da voz dos humildes;
sou praga escaldando a grande mentira
de todo o que colhe, sem nada plantar!

Eu quero o Direito, a Verdade, o Amor!
Eu quero arrancar do olhar da Justiça
a venda que a impede de ver o que vejo!

Lauro Rodrigues - poeta gaúcho - 1918 -  1978

* Veja Rodrigo Medeiros declamando a poesia
no Programa Galpão Nativo, no YouTube:

http://www.youtube.com/watch?v=SMksyn-lYcY

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pensamentos do dia

"O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sábia e seriamente o presente."     (Buda)

"Os que sonham de dia têm conhecimento de muitas coisas que escapam aos que sonham à noite."    (Edgard Allan Poe)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

POESIA AFRICANA

Caminhos de musseques


Caminhos dos musseques
lá onde a areia entra pelos sapatos
daqueles que têm sapatos
lá onde o sol se filtra pelas fendas
pelos buracos dos pregos
dos tetos de zinco.

Caminhos antigos.
Caminhos antigos como o Mundo.

A cidade empurrou os musseques
e o cacimbo caiu mais de mansinho
escondendo as figuras esguias
e os rostos de chumbo.


onde a esteira cobre o chão varrido todas as manhãs

onde a fuba substitui todas as claridades

onde a cerveja escorre pouco
porque não há dinheiro de comprar.

Caminhos antigos
onde a eletricidade começa a fazer circular
“ideias estrangeiras”
onde os motores dos carros
acordam as madrugadas das crianças
que antigamente ouviam passarinhos.

As fendas, os muros, os tetos
os buracos dos caminhos
esboroando-se no passado
alcatrão penetrando e desmentindo a mudança
cimento e cal erguendo os muros cinzentos das fábricas
saias lutando contra os panos das velhas
telefone até.

Nas almas... um grande vazio
preenchido pelos merengues que vêm de fora.

Lá – caminhos da vida
Lá no mato. Lá no campo. Lá na floresta. Lá no estrangeiro.
Lá onde se nasce, vive e morre todos os dias
com kambaritókué ou sem ele
com um lençol simples ou uma vala comum
morrendo apenas é que tudo acaba.

A vida tem de ser dignamente vivida.
Vamos juntar as nossas cobardias
os nossos sofrimentos
as nossas ansiedades
nossas angústias
nossos sorrisos
nossos sarcasmos
a nossa coragem
nossas vidas.

Vamos
Lá – no musseque – areais vermelhos
onde passam os caminhos da vida
e vamos
dizer
corajosamente
às crianças que esperam o nosso exemplo
que este quintal
tem de ser estrumado com sangue
adubado de sofrimento
cultivado com as dores
mangueiras
anoneiras
gindungueiros
frutificando ao sol e ao luar
para quê dizer mais versos
que só o povo entende?

Ernesto Lara Filho (No reino de Caliban II - antologia panorâmica de poesia africana de expressão portuguesa)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Uma piadinha pra terminar o dia



Esquecimento

Na sala de TV, o velhinho levanta e a mulher pergunta:

- Aonde você vai?
- À cozinha - responde ele.
- Você não quer me trazer uma bola de sorvete? - pede ela.
- Lógico! - responde o marido, solícito.
- Você não acha que seria bom escrever isso no caderno?
- Ah, vamos! - ironiza o velhinho - pode deixar que eu vou me lembrar disso!

Então ela acrescenta:
- Então me coloca calda de morango por cima. Mas escreve para não ter perigo de esquecer.
- Eu lembro disso. Já sei que você quer uma bola de sorvete com calda de morango.
- Ah! Aproveita e coloca um pouco de chantili em cima! Mas lembra do que o médico nos disse... Escreve isso no caderno.

Irritado, o velhinho exclama:
- Ah, que saco! Eu já disse que vou me lembrar!

Em seguida vai para a cozinha.
Depois de uns vinte minutos, ele volta com um prato com uma omelete.

A mulher olha para o prato e diz:
- Eu não disse que você iria esquecer? Cadê as torradas!?!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

GOSTA DE LER??? De novo...

Sobre aquele site que indiquei, já adicionei alguns livros que li e que quero ler - se quiserem ver é só acessar:

www.skoob.com.br/usuario/mostrar/43854

É isso...

FLOR DE LÓTUS



No dia em que a flor de lótus desabrochou

A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.

Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.

Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.

Rabindranath Tagore


GOSTA DE LER???

Se você gosta de ler, conhecer, trocar, compartilhar livros e informações sobre eles, acabei de conhecer um site bem interessante.

Lá você faz um cadastro e passa a ter um espaço para divulgar os livros que já leu, que está lendo, que pretende ler etc., além de ter oportunidade de conhecer outros, já que tem acesso a essas informações.

O site é: http://www.skoob.com.br/ - já fiz meu cadastro e estou começando a fazer minha lista.

É isso...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

NUNCA NINGUÉM SABE

Nunca ninguém sabe se estou louco para rir ou para chorar.

Por isso o meu verso tem esse quase imperceptível tremor...
A vida é louca, o mundo é triste:
Vale a pena matar-se por isso?
Nem por ninguém!
Só se deve morrer de puro amor...


Mário Quintana

terça-feira, 3 de novembro de 2009

EU OUÇO MÚSICA


Eu ouço música como quem apanha chuva:
resignado
e triste
de saber que existe um mundo
do Outro Mundo...

Eu ouço música como quem está morto
e sente

um profundo desconforto
de me verem ainda neste mundo de cá...

Perdoai,
maestros,
meu estranho ar!

Eu ouço música como um anjo doente
que não pode voar.



Mário Quintana

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ

"Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:
Chore o quanto quiser, mas não brigue com
Deus por Ele haver me levado.

Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar, não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.
Se alguns amigos contarem algum fato a
meu respeito, ouça e acrescente sua versão.

Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri,
mostre que eu tinha um pouco de santo, mas
estava longe de ser o santo que me pintam.

Se me quiserem fazer um demônio, mostre que
eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas
que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar
sendo útil a você, lá onde estiver.

E se tiver vontade de escrever alguma coisa
sobre mim, diga apenas uma frase:
"Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis
mais perto de Deus!"

Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas
não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de
minha nova tarefa no céu.

Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha
na direção de Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz
vendo você olhar para Ele.

E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí,
sem nenhum véu a separar a gente,vamos viver,
em Deus, a amizade que aqui nos preparou
para Ele.

Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós vivamos como quem
sabe que vai morrer um dia, e que morramos
como quem soube viver direito.

Amizade só faz sentido se traz o céu para
mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo
o seu começo. Mas, se eu morrer antes de
você, acho que não vou estranhar o céu..
Ser seu amigo... já é um pedaço dele..."

Chico Xavier


domingo, 1 de novembro de 2009

COMO LIDAR COM O ADEUS À VIDA

Dra. Elizabeth Kubler Ross, psiquiatra suíça radicada nos Estados Unidos, morreu em 24 de agosto de 2004, com 78 anos, aceitando seu final de vida. Ela é considerada uma das 100 mais importantes personalidades do século XX. Foi uma pesquisadora pioneira na área de humanizar a morte e o morrer. Ela criou a Tanatologia, isto é, o estudo do processo do morrer humano.

Alguns pensamentos dela:

"Os que aceitam a morte, antes de temê-la ou lutar contra, se tornam nossos mestres de vida".
"O morrer não deve ser temido. Ele pode se transformar na experiência mais fantástica de sua vida. Tudo depende da forma como você vive".
"A última lição que todos temos de aprender é o amor incondicional, que não é somente amor para com o próximo, mas também para nós mesmos".

Que o Dia de Finados seja um dia de reflexão sobre a vida.

sábado, 31 de outubro de 2009

HALLOWEEN - DIA DAS BRUXAS



O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Nesse país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.


História do Dia das Bruxas

A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.

Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.

Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).

Símbolos e Tradições

Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.

As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

Halloween no Brasil

No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.

Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado.

Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

AMOR PERFEITO

Naquela nuvem, naquela,
mando-te meu pensamento:
que Deus se ocupe do vento.

Os sonhos foram sonhados,
e o padecimento aceito.
E onde estás, Amor-Perfeito ?

Imensos jardins da insônia,
de um olhar de despedida
deram flor por toda a vida.

Ai de mim que sobrevivo
sem o coração no peito.
E onde estás, Amor-Perfeito ?

Longe, longe, atrás do oceano
que nos meus olhos se aleita,
entre pálpebras de areia...

Longe, longe... Deus te guarde
sobre o seu lado direito,
como eu te guardava do outro,
noite e dia, Amor-Perfeito.

Cecília Meireles
 

 

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O POETA DA ROÇA

Sou fio das mata, cantô da mão grossa,
Trabáio na roça, de inverno e de estio.
A minha chupana é tapada de barro,
Só fumo cigarro de páia de mío.

Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestré, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à percura de amô.

Não tenho sabença, pois nunca estudei,
Apenas eu sei o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,
E o fio do pobre não pode estudá.

Meu verso rastêro, singelo e sem graça,
Não entra na praça, no rico salão,
Meu verso só entra no campo e na roça
Nas pobre paioça, da serra ao sertão.

Só canto o buliço da vida apertada,
Da lida pesada, das roça e dos eito.
E às vez, recordando a feliz mocidade,
Canto uma sodade que mora em meu peito.

Eu canto o cabôco com suas caçada,
Nas noite assombrada que tudo apavora,
Por dentro da mata, com tanta corage
Topando as visage chamada caipora.

Eu canto o vaquêro vestido de côro,
Brigando com o tôro no mato fechado,
Que pega na ponta do brabo novio,
Ganhando lugio do dono do gado.

Eu canto o mendigo de sujo farrapo,
Coberto de trapo e mochila na mão,
Que chora pedindo o socorro dos home,
E tomba de fome, sem casa e sem pão.

E assim, sem cobiça dos cofre luzente,
Eu vivo contente e feliz com a sorte,
Morando no campo, sem vê a cidade,
Cantando as verdade das coisa do Norte.

PATATIVA DO ASSARÉ

Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré (Assaré, Ceará, 5 de março de 1909 — 8 de julho de 2002) foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro.
Uma das principais figuras da música nordestina do século XX.


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

UM LINDO TEXTO

Recebi de uma amiga o texto abaixo e, como achei muito interessante, bonito, quero que vocês também o conheçam. Imagino que muitos devem conhecer história semelhante mas, nem todos que a vivenciaram perceberam... o que é uma pena...

Vejam como é lindo...

Um outro fato marcante

(Richard Cohen)

Há muitos anos, meus pais, minha mulher, meu filho e eu jantamos num desses restaurantes onde o cardápio está escrito num quadro negro.

Depois de uma ótima refeição, o garçom colocou a conta no centro da mesa. Eis o que aconteceu: meu pai não apanhou a nota.

A conversa continuou. Finalmente percebí. Era para eu me encarregar da conta.

Depois de ir a centenas de restaurantes com meus pais, depois de pensar a vida toda que meu pai é que era o dono do dinheiro,tudo tinha mudado.

Apanhei a nota e minha visão de mim mesmo mudou de repente. Eu era um adulto.

Algumas pessoas demarcam a vida em anos. Eu meço a minha por pequenos fatos, por ritos de passagem. Não me tornei rapaz numa idade determinada: treze anos, por exemplo, mas quando um garoto entrou na loja em que eu trabalhava e me chamou de "senhor". Ele repetiu "senhor" várias vezes, olhando direto para mim. Aquilo foi como um soco: era comigo! De repente passei a ser um senhor.

Houve outros fatos marcantes. Os policiais da minha juventude sempre me pareceram grandes, enormes até, e, naturalmente eram mais velhos do que eu. Até que um dia, num instante, percebí que eles não eram nada disso.Na verdade, alguns garotos e pequenos.

Chegou o dia em que me dei conta de que todos os jogadores de futebol da partida a que eu estava assistindo eram mais novos do que eu, eram apenas garotos altos. Com tal fato marcante foi-se embora a fantasia de que um dia, talvez, eu também pudesse me tornar um jogador de futebol. Mesmo sem jamais ter alcançado a montanha, eu a tinha transposto.

Nunca pensei que chegaria a cair no sono vendo televisão, como meu pai fazia. Agora, sou ótimo nisso. Nunca pensei que iria à praia sem nadar. E acabei de passar o verão todo no litoral sem entrar na àgua uma só vez. Nunca pensei que apreciaria ópera, mas agora a combinação de voz e orquestra me atraem.

Nunca imaginei que ia preferir ficar em casa à noite, mas agora me vejo recusando convites para festas.

Considerava estranhas as pessoas que observavam pássaros, mas nesse verão me peguei fazendo a mesma coisa. Acho até que vou escrever um livro a respeito.

Anseio por uma convicção religiosa que jamais imaginei querer e sinto a proximidade com antepassados que já partiram há muito tempo. E o mais incrível é que, nas discussões com meus filhos, repito argumentos de meu pai e ainda saio perdendo.

Um dia comprei uma casa.

Um dia, que dia!! tornei-me pai e, não muito depois disso, paguei a conta de meu pai.

Imaginava que esse dia tinha sido um rito de passagem para mim.

Mas, depois, já um pouco mais velho, compreendí que fora para ele também , um outro fato marcante.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

MEUS VISITANTES

Há uns 10-12 dias resolvi colocar, aqui no blog, um contador de visitas e estou muito feliz, pois já recebi mais de 1.000 pessoas.

Como é algo que faço com muito carinho, espero continuar a receber as pessoas, trazendo a elas momentos agradáveis que possam deixar suas vidas mais leves.

Obrigada, amigos... e voltem SEMPRE. Estarei esperando.



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

UM DIÁRIO

Um diário é um amigo? Uma companhia? Também. Mas é sobretudo a duplicação da gente mesmo, espelho que não se apaga quando o rosto se retrai ou muda, álbum de retratos que conserva muito mais que um belo sorriso e a paisagem de fundo.

Quieto, compreensivo, calmo, o diário está ali, aberto e limpo. Oferecendo seu espaço, no qual você vai desenhar a sua vida e ele apenas... receber. Ele não tem recriminações a fazer, ele não diz que a culpa é sua, ele não encosta dedos na ferida. Como uma cama, como um mar, ele recebe. Você escreve muito se a emoção é forte, vai e volta e repete e repisa o mesmo assunto.

Ninguém conta seu tempo, ninguém conta suas páginas. Você pode escrever até a mão cansar, até a alma aliviar. Você pode escrever e escrever e escrever. Ele aceita. E quando não quiser escrever mais, é só fechar e guardar o diário que ele mais nada exigirá. Não me diga que não tem o que contar.

Você é o centro do seu universo, nada é mais importante do que aquilo que lhe diz respeito. Isso é que faz o encanto do diário. Se fosse usado apenas para registrar a queda do governo ou a evolução dos projetos orbitais, seria desnecessário, porque para isso já existe a imprensa, os arquivos, os registros da memória nacional.

O diário serve justamente para conservar o pequeno acidente humano e individual, sua discussão com um amigo, o namoro lancinante, a dúvida sobre a roupa para usar naquela festa...

O diário serve para conservar você.

Marina Colasanti

sábado, 24 de outubro de 2009

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO


Há quantos anos você está casada (o)? Eu... há 45 - em dezembro meu marido e eu comemoraremos nossas bodas de alabastro e, quando vejo o caminho percorrido fico abismada... como o tempo passou rápido!!!

Nos "antigamentes" da vida, quando eu via um casal comemorando bodas de ouro... nossa, ficava admirada: como esses velhinhos conseguiram??? E eu, daqui a pouco mais de 4 anos é que estarei comemorando... na maior felicidade e alegria!!!

1o ano algodão
2o ano papel
3o ano couro
4o ano flores
5o ano madeira
6o ano ferro
7o ano cobre
8o ano bronze
9o ano cerâmica
10o ano estanho
11o ano topázio
12o ano onix
13o ano renda
14o ano quartzo
15o ano cristal
16o ano turmalina
17o ano ambar
18o ano agata
19o ano agua marinha
20o ano porcelana
21o ano zircão
22o ano louça
23o ano marfim
24o ano turquesa
25o ano prata
26o ano alexandrita
27o ano crisoprósio
28o ano hematita
29o ano lã
30o ano pérola
31o ano nácar
32o ano pinho
33o ano crisoberito
34o ano oliveira
35o ano coral
36o ano cedro
37o ano aventurina
38o ano carvalho
39o ano mármore
40o ano rubi
41o ano aço
42o ano linho
43o ano azeviche
44o ano carbonato
45o ano safira
46o ano alabastro
47o ano jospe
48o ano granito
49o ano heliotrópio
50o ano ouro
51o ano ametista
52o ano argila
53o ano amazonita
54o ano níquel
55o ano esmeralda
56o ano malaquita
57o ano lápis lazuli
58o ano vidro
59o ano jade
60o ano diamante

quinta-feira, 22 de outubro de 2009


"Se te contentas com os frutos ainda verdes,
toma-os, leva-os, quantos quiseres.

Se o que desejas, no entanto, são os mais saborosos,
maduros, bonitos e suculentos,
deverás ter paciência.

Senta-te sem ansiedades.

Acalma-te, ama, perdoa, renuncia, medita e guarda silêncio.

Aguarda.

Os frutos vão amadurecer."

Prof. Hermógenes

terça-feira, 20 de outubro de 2009

CANTO DO MEU CANTO- Thiago de Mello

Escrevi no chão do outrora
e agora me reconheço:
pelas minhas cercanias
passeio, mal me freqüento.
Mas pelo pouco que sei
de mim, de tudo que fiz,
posso me ter por contente,
cheguei a servir à vida,
me valendo das palavras.
Mas dito seja, de uma vez por todas,
que nada faço por literatura,
que nada tenho a ver com a história,
mesmo concisa, das letras brasileiras.
Meu compromisso é com a vida do homem,
a quem trato de servir
com a arte do poema. Sei que a poesia
é um dom, nasceu comigo.
Assim trabalho o meu verso,
com buril, plaina, sintaxe.
Não basta ser bom de ofício.
Sem amor não se faz arte.

Trabalho que nem um mouro,
estou sempre começando.
Tudo dou, de ombros e braços,
e muito de coração,
na sombra da antemanhã,
empurrando o batelão
para o destino das águas.
(O barco vai no banzeiro,
meu destino no porão.)

Nada criei de novo.
Nada acrescentei às forma
tradicionais do verso.
Quem sou eu para criar coisas novas,
pôr no meu verso, Deus me livre, uma
invenção.

DIA DA POESIA, DIA DOS POETAS


Thiago de Mello
Poeta

Hoje, 20 de outubro, comemora-se um lindo dia: o DIA DA POESIA, o DIA DOS POETAS.

Agradeço à minha mãe por ter apresentado a mim os poetas que ela amava, por ter lido poemas lindos quando eu ainda não sabia ler, por dizer que os poetas é que sabem enxergar o mundo...

Agradeço aos meus poetas - àqueles que conheço pessoalmente e os de quem conheço apenas as palavras. Eles deixam minha vida mais leve, bonita e sonhadora...

Bom seria se todos também amassem a poesia e seus poetas...

Parabéns Poetas!!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

FÁBULA DA CONVIVÊNCIA

Há milhões de anos, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo, muitos animais, não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.

Foi, então, que uma grande quantidade de porcos-espinho, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, juntar-se mais e mais.

Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.

Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...

Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros.

Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.

(Autor desconhecido)

É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!
É fácil conviver com pessoas, difícil é formar uma equipe!

sábado, 17 de outubro de 2009

A ARTE DE SER FELIZ



Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

ORAÇÃO DO PROFESSOR


Mesmo que eu fale todas as línguas dos homens e dos anjos,
se me faltar o amor, sou como um sino que tange.

Mesmo que eu deslumbre todos os alunos e
lhes fale maravilhas sobre todos os temas,
se me faltar o amor para lhes chegar ao coração,
com mensagem de verdade e vida,
sou como um disco a repetir palavras alheias,
sem compromisso social.

Mesmo que eu consuma a saúde em anos de trabalhos no magistério,
se não tiver amor, isto de nada me adianta,
pois estou longe de meus alunos e lhes dou tudo que tenho,
exceto entregar-me a mim mesmo.

O amor é paciente e respeita o ritmo de crescimento de cada aluno.
O amor é serviçal e se entrega sem reservas.
O amor não é invejoso e reconhece,
com alegria, todo o bom que existe no outro.

O amor não envaidece,
porque dá com a simplicidade de irmão e com a simplicidade do povo.
O amor não busca os próprios interesses,
pois quer o bem e o crescimento do outro,
a ponto de se esquecer de si mesmo.

O amor não se irrita,
nem perde o controle e a paz diante dos defeitos do aluno;
corrige-o para seu bem e não para desafogar a própria impaciência.
O amor tudo desculpa, porque conhece e compreende o coração do homem.

O amor jamais cessará.
A docência é apenas uma tarefa no caminho.
Quando chegarmos à meta,
não haverá sábios nem ignorantes,
pois seremos todos irmãos.

E de tudo que houvermos semeado,
só permanecerá o AMOR.

Um feliz dia, uma feliz vida a todos os professores que um dia nos fizeram pessoas melhores.

sábado, 10 de outubro de 2009

MINHA CRIANÇA

"Peço licença para falar na minha criança, a que mora aqui dentro e não me abandonará jamais. Talvez com a morte eu até regresse a ela. Os quase setenta anos que dela me separam não a removem. Ela ali está, magra e tímida, a me olhar e ditar comportamentos e reações.

Minha criança esteve em todos os meus filhos e aparece noS meus netos. Ela se refaz da morte da irmã e abre os olhos para o mundo, com a certeza de que veio ao mundo para alguma missão, embora sempre se considere inferior ao tamanho da mesma.

Minha criança sente enorme saudade de pai e da mãe com quem o adulto já não conta salvo no exemplo, na saudade e nas orações quando me domina uma fugídia sensação de estarem, incorpóreos, a meu lado, mas sem se manifestarem.

Minha criança possui incomensuráveis solidões diante do mistério do infinito. Ainda recua diante do violento, embora não o tema, e ainda se infiltra em episódios de distração e inocência inexplicáveis num homem com minha carga de vivências.

Minha criança ainda gosta de abraço caloroso, proteções misteriosas e de um modo de rezar que o adulto nunca mais conseguiu tais a entrega e a total confiança no mistério e na proteção de Deus.

Minha criança carrega o melhor de mim, é portadora de meu modo triste de falar de coisas alegres e de algum susto misterioso sempre que se lhe impõe alguma expectativa de enfermidade.


Minha criança é inteira, mansa, bondosa e linda. Eu a amo, preservo, e dou boas gargalhadas quando a vejo infiltrar-se nas graves decisões de algumas de minhas responsabilidades adultas.

Ninguém a vê, salvo eu. Ninguém a acaricia, salvo eu, que a estimo, procuro e admiro mais a cada dia e com quem converso histórias infinitas, que somente a imaginação pode conceber no universo maravilhoso da fabulação interior e solitária.

Diariamente passeio com minha criança e estou muito feliz por cumprimentá-la, levar-lhe balas, nuvens, aquele cão da meninice, as canções de minha mãe e os carinhos de meu pai."

Arthur da Távola

Que eu, Mima, também possa acarinhar sempre minha criança, dando a ela a oportunidade de sonhar e ser feliz.

Que ela guarde na saudade, o carinho do papai, da mamãe, das vovós, de todos aqueles que a amaram e que ela amou... E continua amando.

Seja feliz, minha criança!!!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PRELÚDIO - Alda Lara



(Dedicado a Lídia, minha ama negra)

Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela...

Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guizos,
nas suas mãos apertadas.

Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.

Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro...
Tem voz de noite, descendo,
de mansinho, pela estrada...

Que é feito desses meninos
que gostava de embalar?...
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar?...
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar?...

Mãe-Negra não sabe nada...
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo
Mãe-Negra!...

É que os meninos cresceram,
e esqueceram
as histórias
que costumavas contar...
Muitos partiram pra longe,
quem sabe se hão-de voltar!...

Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada.

É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada...

Resistência Africana-Antologia Poética, Diabril Editora, 1975 - Lisboa, Portugal

Um pouco de Alda Lara
 
Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque. nasceu em Benguela, Angola, em 09.6.1930 e faleceu em Cambambe, Angola, em 30.1.1962.
 
Era casada com o escritor Orlando Albuquerque. Muito nova veio para Lisboa onde concluiu o 7º ano do Liceu.
Frequentou as Faculdades de Medicina de Lisboa e Coimbra, licenciando-se por esta última. Em Lisboa esteve ligada a algumas das atividades da Casa dos Estudantes do Império. Declamadora, chamou a atenção para os poetas africanos.
 
Depois da sua morte, a Câmara Municipal de Sá da Bandeira instituiu o Prêmio Alda Lara para poesia. Orlando Albuquerque propôs-se editar-lhe postumamente toda a obra e nesse caminho reuniu e publicou um volume de poesias e um caderno de contos. Colaborou em alguns jornais ou revistas, incluindo a Mensagem (CEI).


Obra poética:

Poemas, 1966, Sá de Bandeira, Publicações Imbondeiro;
Poesia, 1979, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
Poemas, 1984, Porto, Vertente Ltda. (poemas completos).