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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Um bolo gostoso para o final de semana



BOLO AZEDINHO

Final de semana sem bolo... não é um bom final de semana... Então, sugiro a vocês um bem gostoso...

Ingredientes

4 ovos (claras e gemas separadas)
1 xícara (chá) de açúcar
3 xícaras (chá) de suco de laranja
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
Raspas de casca de limão para decorar
Margarina e farinha de trigo para untar

Cobertura e recheio:

1 lata de leite condensado
1/3 lata de suco de limão (use a lata de leite de condensado vazia para medir)

Modo de Preparo

Na batedeira, bata as claras em neve.
Acrescente as gemas, o açúcar, 1 xícara (chá) do suco, a farinha e o fermento, batendo a cada adição.
Coloque em uma fôrma redonda de 22cm de diâmetro untada e enfarinhada.
Leve ao forno, preaquecido, por 30 minutos ou até estar no ponto.
Retire do forno e umedeça com o suco de laranja restante.
Deixe esfriar.

Misture os ingredientes da cobertura e recheio.
Desenforme o bolo e corte ao meio na horizontal.
Espalhe 1/3 da cobertura sobre uma das partes e cubra com a outra metade da massa.
Espalhe o restante da cobertura em cima e na lateral do bolo.
Leve à geladeira por 2 horas.

Decore com raspas de limão e sirva.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Amigo


Tem pessoas que aparecem em nossa vida, nela permanecem durante anos e quando partem para uma nova vida, não parece que se foram... Esse é o caso de um grande amigo, que há exatamente quatro anos partiu para a pátria espiritual: Sr. Spartaco Ghilardi.

Ele, italiano, palmeirense, amante da vida, dos amigos, da família e da Doutrina Espírita. Grande médium nos mostrou caminhos, nos orientou, nos encaminhou durante anos e, junto dele nos sentíamos seguros, como se nosso barco, mesmo quando navegasse por ondas grandes estaria seguro porque ele estaria por perto. Ele nos dava trabalho, ocupações, obrigações que desempenhávamos sob suas asas... Nos ensinava o que é ser espírita, o que é ser médium, mostrando a beleza do intercâmbio entre os dois mundos...

Quando ele se foi pensamos que nosso barco ficaria à deriva mas, qual o quê... isso não aconteceu, pois a cada dificuldade, a cada problema a ser resolvido nos lembrávamos de suas orientações, da confiança que depositava em cada um e fomos caminhando, certo s de que ele estaria, como sempre, a nos proteger, a nos orientar.

De vez em quando ele aparece, manda recado, incentiva, orienta, mas sempre dizendo que tenhamos confiança, fé e para seguir em frente...

Obrigada, meu amigo, meu mestre. Que possamos desempenhar nossas atividades sem decepcioná-lo... Fique em paz...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Alguma coisa mudou???

Pois é, o Corinthians voltou, o Kassab ganhou, fez calor e hoje está frio...

As bolsas estão em pânico, os investidores idem... Não tenho ações na bolsa, nem sei direito como isso funciona mas... a gente que pensa não ter nada com isso acaba respingado, conforme tenho lido e ouvido.

Obama ou Mc Cain??? Como sempre torço por alguém, me simpatizo mais com o Obama... Mc Cain me passa uma imagem de "não sei o quê" que não gosto... Se Obama será um bom presidente tenho minhas dúvidas, mas pelo menos parece que ele não é de querer guerra como aquele senhor que logo vai embora.

Então, o negócio é tocar nossa vida, acertando e batendo cabeça... com calor ou com frio...

E que prefeito de todos nós seja feliz em sua nova tarefa, que não é fácil...

sábado, 25 de outubro de 2008

TIMÃO CHEGANDO...

Se o Corinthians ganhar hoje já estará de volta à chamada elite do futebol.

Estarei na torcida... como todos os demais corinthianos, que já estão até cantando aquela música do Roberto Carlos: "Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar..." Nada mais apropriado...
Admiro muito essa torcida fiel, que em momento algum deixou de apoiar, incentivar, coisa que se fosse outro time não sei se fariam o mesmo...

Pena que na vida as pessoas não torçam umas pelas outras dessa maneira...
Viva o Corinthians!!! Viva os corinthianos!!!
Bem-vindo, timão!!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

20 DE OUTUBRO - DIA DO POETA


SER POETA

Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Que os poetas continuem a nos mostrar um mundo que só os poetas sabem ver...

sábado, 18 de outubro de 2008

GARRINCHA

Adoro futebol!!! Desde muito pequena aprendi a apreciar, a torcer...

Aos domingos almoçavamos mais cedo e íamos todos - a família toda - ao estádio Moisés Lucarelli, da Ponte Preta, em Campinas torcer, mas torcer muito... E, mais do que torcer, nós, as crianças nos divertíamos muito... Era bonito ver os tios, as tias, os primos na maior alegria, todos juntos naquele clima familiar e alegre...

O tempo foi passando e meu amor e minha vontade de continuar assistindo continuou... Quando morei no Rio de Janeiro ia com meu marido ao Maracanã, depois em Porto Alegre também... e sempre escolhia um time pra torcer: no Rio virei flamenguista e em POA colorada...

Aqui em Sampa sempr fui corinthiana, por influência das cores - as mesmas da Ponte Preta... e nunca me entristeci com esse time... Acho o máximo aquela torcida continuar a apoiar, mesmo diante de um fracasso tão grande que o rebaixou... E agora, com seu incentivo está retornando à chamada elite do futebol...

Me lembrei disso tudo após ver uns vídeos do Garrincha, jogador que cheguei a ver no Maracanã e que sempre foi quem mais me encantou... Seus dribles de menino, um menino meio moleque eram de deixar qualquer um encantado e os seus adversários perdidos, desconcertados...

Ninguém foi mais jogador que ele...
Ninguém amou mais ser jogador que ele...
Ninguém deu mais alegria a quem gosta de futebol que ele...

E, por coincidência, hoje Garrincha estaria completando 75 anos de idade... Que ele receba todas as homenagens por tantos momentos alegres que nos proporcionou, e que papai do céu nunca deixe de entregar a ele um belo gramado pra que continue a fazer o que mais gostava...

Salve Garrincha!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

MEUS MESTRES

Mestres tive muitos... Acho que desde quando nasci eles começaram a aparecer: como pai, mãe, avós, tios... eles não imaginam o quanto me ensinaram, o quanto aprendi com eles, com seus exemplos, com as conversas que tivemos.

Cada um com seu modo... foram ensinando a ouvir música clássica, a prestar atenção nas vozes do coral e dos sinos da catedral, a saber quem foi Drummond, Guilherme de Almeida, Carlos Gomes... Olhar um céu estrelado, ouvir o barulho da chuva caindo, saborear um bolo de fubá que acabou de sair do forno...

Ensinaram que gente mais velha é sabida e deve ser respeitada, que criança precisa ser feliz, que irmão veio pra ser amigo, companheiro...

Com meu pai aprendi que peixe bom pra se comer é peixe de água doce, principalmente se foi um brigador... e que pra que ele fique bem torradinho deve ser passado no fubá antes de fritar...

Também ele me ensinou... e demonstrou que as coisas simples da vida é que são importantes...
Ele me ensinou que viajar, pegar uma estrada é a melhor coisa do mundo... e agora que ele mora junto do patrão véio deve estar dando suas andadas por lá...

Do colégio só tenho coisas boas pra me lembrar, lá no Ateneu Paulista, na minha Campinas: tinha o professor Antônio Aquino, de Latim, o Pedrinho, de História, o Prof. Ernesto Alves Filho, de Português que gostava de contar histórias de terror pra quando a gente ainda era pequeno...

O professor Euclides Guimarães, de Geografia que acabou de viajar para o andar de cima, sempre bonitão, alinhado... E meu amado professor Mário de Túllio, que além de dar aulas de música no colégio também me ensinava piano - saudades, professor!!!

E tinha o professor João Batista Amade, esse da foto aí do lado... Nunca fui aluna brilhante em matemática, mas dele tenho uma lição que jamais esquecerei: resolvi fazer o que muitos da classe faziam: colar. Morrendo de medo, colei e tirei nota 100! Quando recebi a prova com aquele 100 brilhante, com elogios do professor fiquei muito constrangida porque ele me olhava sorrindo... Fiquei com vergonha, deixei todos os alunos sairem da classe e fui dizer a ele o que tinha feito: colado - ele riu muito e disse que tinha visto tudo... Pensei: "agora lá vem um zero brilhante!" Mas, que nada, ele conservou o meu 100 e ainda me cumprimentou pela honestidade, dizendo que eu fosse assim sempre...

Já adulta os mestres continuaram a aparecer e deixando suas marcas, suas lições...

Mas, em meio de todos eles rendo minha homenagem a uma pessoa muito
mportante na minha vida de espírita: Dr. Ary Lex (foto à direita). Homem íntegro, sincero,
honesto em suas crenças e atitudes; e, o que mais aprendi com ele foi a ter
sempre em mente a pureza doutrinária, que não me deixasse influenciar
e analisar, analisar tudo, analisar muito...

Ao meu mestre marido, grande amigo... obrigada por tantos ensinamentos... os mestres continuaram chegando... alguns vieram como filhos, amigos e agora netos.

Que Jesus, o mestre maior abençoe todos os mestres e que nós tenhamos a percepção de notar suas presenças e ensinamentos...

sábado, 11 de outubro de 2008

UMA CRIANÇA CHAMADA MIMA


Amanhã é o Dia da Criança e pra mim está sendo um bom momento pra me lembrar da criança que fui...

Meu apelido, Mima, dado por meu irmão, bem que combina com o que fui quando meninazinha... mimada... Claro, primeira neta das duas famílias, só podia dar nisso mesmo...

Me lembro do quanto fui paparicada, acarinhada pelas vovós, titias, titios e até por uma bisa com quem convivi só um pouquinho; o biso sim, um lindo italiano de olhos claros, bochechas rosadas convivi em muitas férias lá no interior, e dele tenho boas lembranças... Papai e mamãe então, era uma paparicação só...
Nunca fui uma criança de gostar de brincadeiras de pega-pega, esconde-esconde, sabe essas brincadeiras que as crianças ficam sujas, suadas... odiava!!! Preferia muito mais as bonecas, os cadernos de desenho e os livros, muitos livros... Esses sim sempre foram meus grandes amigos, com quem viajava pra longe, conhecia príncipes, princesas, voava até...
Era uma garotinha sonhadora... como sonhava:
Quando crescesse ia me apaixonar por um trapezista e com ele e o circo percorrer o mundo...

Quando fosse moça ia nadar como a Esther Williams e... ficou só no sonho mesmo... até hoje nem aprendi a nadar...

Quando virasse gente grande ia ser uma grande escritora... ah, não sou uma grande escritora, nem posso me considerar uma escritora, mas a criançada até que gosta das minhas estórias que andam viajando por aí...

Quando me casasse... ah, quando me casasse... Tinha que ser com um moço bonito, educado, que soubesse sorrir e que me amasse muito... Ah... isso eu consegui... tudo isso e muito mais...

Também queria ser mãe uma boa mãe de filhos lindos, é claro!!! Mas, que fossem lindos por dentro, elegantes no comportamento, com a cuca bem legal e que fossem meus amigos... Não sei se consegui tudo, pois não sei se sou uma boa mãe, apesar de fazer o que posso e o que sei, o que não deve ser grande coisa mas, fazer o quê...

Agora sou até uma vovozinha, imagine! Pensei que isso ia demorar tanto pra acontecer... a gente pensa, quando é mocinha, que ficar velha demora muito mas, que nada... passa tão rápido e quando a gente vê... os cabelos estão brancos, disfarçados de outras cores...

Por tudo isso e tanta coisa mais só posso dizer a papai do céu, a meus pais, vovós, família o quanto sou grata por tudo que recebi... E que eu saiba dar à família que construí pelo menos uma parte do que recebi.

Que minha criança continue sonhando...


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

QUEM É AMIGO - Arthur da Távola


Amigo é quem, conhecido ou não, vivo ou morto, nos faz pensar, agir ou se comportar no melhor de nós mesmos. É quem potencializa esse material. Não digo que laboremos sempre no pior de nós mesmos (algumas pessoas, sim) mas nem sempre podemos ser integrais para operar no melhor de nós. Há que contar com algum elemento propiciador, uma afinidade, empatia, amor, um pouco de tudo isso. E sempre que agimos no melhor de nós mesmos, melhoramos, é a mais terapêutica das atitudes, a mais catártica e a mais recompensadora.

Esta é a verdadeira amizade, a que transcende os encontros, os conhecimentos, o passado em comum, aventuras da juventude vividas junto. Um escritor ou compositor morto há mais de cem anos pode ser o seu maior amigo.

Esse conceito de amizade, transcende aquele outro mais comum: a de que amigo é alguém com quem temos afinidade, alguma forma de amor não sexual, alguém com quem podemos contar no infortúnio, na tristeza, pobreza, doença ou desconsolo. Claro que isso é também amizade, mas o sentido profundo desse sentimento desafiador chamado amizade é proveniente de pessoas, conhecidas ou não, distantes ou próximas, que nos levam ao melhor de nós.
E o que é o melhor de nós? É algo que todos temos, em estado latente ou patente, desenvolvido ou atrofiado. Mas temos. E certas pessoas conseguem o milagre de potencializar esse melhor. Sentimo-nos, então, fundamente gratos e de certa maneira orgulhosos (no bom sentido da palavra) por poder exercitar o que temos de melhor. Este melhor de nós contém sentimentos, palavras, talentos guardados, bondades exercidas ou não.

Amar, ao contrário do que se pensa, não perturba a visão que se tem do outro. Ao contrário, aguça-a, aprofunda-a, aprimora-a. Faz-nos ver melhor. Também assim é a amizade, forma de especial de amor, capaz de ampliar a lucidez e os modos generosos e compreensivos de ver, sentir, perceber o outro e sobretudo -se possível- potencializar os seus melhores ângulos e sentimentos.Somos todos seres carentes de ser vistos e considerados pelo melhor de nós. A trivialidade, a superficialidade, as disputas inconscientes, a inveja, a onipotência, a doença da auto-referência faz a maioria das pessoas transformar-se em vítimas do próprio olhar restritivo. E o olhar restritivo é sempre fruto da projeção que fazem (fazemos) nos demais, de problemas e partes que são nossas e não queremos ver. E quantas vezes isso acontece entre pessoas que se dizem amigas.

Essas pessoas (que se dizem amigas), ignoram certas descobertas do velho Dr. Freud e através de chistes passam o tempo a gozar o “amigo”, alardeando intimidade (onde às vezes há inveja) como prova de amizade. O que não é. Mesmo quando é...Se se quiser medir o tamanho de uma amizade, meça-se a capacidade de perceber, sentir e potencializar o melhor do outro, porque somente essa atitude fará dele uma pessoa cada vez melhor e por isso merecedora da amizade que se lhe dedica.

TAIGUARA








Se ainda estivesse entre nós, hoje Taiguara completaria 63 anos...
Mas, entre nós está sua música, sua poesia... então, Taiguara continua entre nós...
Todos apreciam sua música, as palavras de sua poesia e outros ainda seu amor pelo Brasil, onde, nos anos de ditadura foi preso...
As palavras que ele escrevia "incomodavam"... e se "incomodavam"... a prisão era o caminho, não só pra ele mas pra outros que se utilizavam da palavra pra demonstrar amor e descontentamento.
Que Taiguara receba, como uma prece, nosso carinho e admiração, esperando por sua colaboração de sempre em nossos trabalhos.
Abraço cheio de carinho.

domingo, 5 de outubro de 2008

ELEIÇÕES

Hoje votamos... Mas que pena que isso seja obrigatório... se não fosse, imagino que as pessoas votariam mais conscientes da responsabilidade que é votar... Se eu fosse mais nova bem que gostaria de ingressar na política, pois seria uma oportunidade a mais de trabalhar naquilo em que acredito.
Então, como não somos políticos, o que nos resta é fazer a nossa parte e desejar que aqueles que foram eleitos sejam felizes na gestão, com muita responsabilidade e respeito.
Boa sorte a eles, boa sorte a nós!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

MINHA FAMÍLIA E OS BOLOS

Sou de uma família de boleiras: bisavó, avós, tias, mãe... e eu, é claro, virei boleira também...

Minhas filhas... boleiras e até minhas netas já estão começando a virar... boleiras...

Pois é, em casa, quando não tem bolo vem logo a reclamação: "não tem nada pra comer nesta casa?" Então, essa coisa boa não pode faltar...

Os bolos são os mais diversos e cada uma das mulheres tem sua especialidade: tem o bolo de nozes da tia Dora, o pão-de-ló de laranja da Simone, o bolo de cenoura da Vivi... e assim vai...

Há pouco fiz um que ficou maravilhoso! A receita quem me deu foi uma amiga, a Ângela Marília, dizendo que era receita de uma parente dela, lá de São Simão, terra de meu pai... Ela disse até que essa tia é uma Badan que até é minha parente...

Cheiro de bolo é coisa pra lá de boa mas, sentar à mesa pra comer uma fatia bem generosa, com um café recém passado... hummm... é bom demais...

Então, quero compartilhar com vocês essa receita de bolo de maçã que é mesmo maravilhoso!!!

Depois quero saber se o de vocês também ficou tão bom quanto o meu...


BOLO DE MAÇÃ MARAVILHOSO







3 xícaras (de chá) de maçãs sem cascas em pedacinhos
2 xícaras (de chá) de açúcar
1 xícara (de chá) de óleo
2.1/2 xícaras (de chá) de farinha de trigo
1 xícara (de café) de leite
1 colher (de café) de canela em pó
2 colheres (de sobremesa) de fermento em pó
1 colher (de café) de bicarbonato
1 colher (de chá) de essência de baunilha
3 ovos inteiros

GLACÊ

1 lata de leite condensado
1/2 colher (de sopa) de manteiga ou margarina
1/2 lata de creme de leite

MODO DE PREPARAR

Bata todos os ingredientes da massa, menos as maçãs, que devem ser adicionadas depois que a massa estiver bem incorporada.
Asse em forma redonda, de buraco no meio devidamente untada e enfarinhada.
O glacê é um brigadeiro mole - o creme de leite colocar somente quando o fogo estiver desligado.

Jogue o glacê sobre o bolo e... BOM APETITE!!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O POETA DA ROÇA




Sou fio das mata, cantô da mão grossa,
Trabáio na roça, de inverno e de estio.
A minha chupana é tapada de barro,
Só fumo cigarro de páia de mío.

Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestré, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à percura de amô.

Não tenho sabença, pois nunca estudei,
Apenas eu sei o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,
E o fio do pobre não pode estudá.

Meu verso rastêro, singelo e sem graça,
Não entra na praça, no rico salão,
Meu verso só entra no campo e na roça
Nas pobre paioça, da serra ao sertão.

Só canto o buliço da vida apertada,
Da lida pesada, das roça e dos eito.
E às vez, recordando a feliz mocidade,
Canto uma sodade que mora em meu peito.

Eu canto o cabôco com suas caçada,
Nas noite assombrada que tudo apavora,
Por dentro da mata, com tanta corage
Topando as visage chamada caipora.

Eu canto o vaquêro vestido de côro,
Brigando com o tôro no mato fechado,
Que pega na ponta do brabo novio,
Ganhando lugio do dono do gado.

Eu canto o mendigo de sujo farrapo,
Coberto de trapo e mochila na mão,
Que chora pedindo o socorro dos home,
E tomba de fome, sem casa e sem pão.

E assim, sem cobiça dos cofre luzente,
Eu vivo contente e feliz com a sorte,
Morando no campo, sem vê a cidade,
Cantando as verdade das coisa do Norte.


Essa poesia é de PATATIVA DO ASSARÉ, que era o nome como ficou conhecido Antônio Gonçalves da Silva, cearense de Assaré, que chegou a este mundo em 02.03.1909 e dele se despediu em: 28.07.2002 na sua terra, Assaré.