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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O HOMEM DO SACO

Quando eu era pequena tinha medo do tal homem do saco. Nunca o vi, meu irmão não o viu mas também tinha medo dele.
Minha mãe nunca nos ameaçou, como tantas mães faziam dizendo aos filhos: "Fique bonzinho, não faça mais isso, senão o homem do saco te pega!" - um horror!!!
E agora, anos depois nos tornamos em... homens do saco, mulheres do saco!!! E olhe que precisam mesmo sentir medo da gente, criaturas monstruosas.
Como, nós, criaturas monstruosas???
Pois é, isso mesmo... é isso aí...
A cada ida ao supermercado voltamos lotados de ... sacos... Em nossa casa temos até o tal puxa-saco, que muitas vezes é bonito, bordado até e, lá estão os sacos que recebemos gratuitamente no supermercado, guardamos e vamos usando, usando sem pensar nas conseqüencias.
Animais marinhos morrem porque acham que os tais sacos são alimentos; outros ficam asfixiados por não conseguirem se desvincilhar dos tais...
As enchentes são maiores porque esses sacos se acumulam entupindo bueiros, piscinões...
A reciclagem desse produto é caríssima e ao que parece, é mais caro reciclar um saco que produzir um novo, então... o acúmulo é enorme! A natureza fica impregnada desse material e montes ficarão na natureza por anos, anos, anos...
Quem, como eu, que acredita na reencarnação vai encontrar, quando voltar a viver por aqui, os mesmos sacos acumulados que um dia jogaram na natureza...
Vamos procurar fazer o que fazem os irlandeses: ter, em cada casa, em cada carro uma sacola de tecido para colocar nossas compras. E, nos recusarmos a receber os tais saquinhos que nos são oferecidos nos supermercados e outros locais.
A gente sempre pensa em deixar um mundo melhor para nossos filhos, netos, mas, nos esquecemos que também precisamos oferecer ao mundo pessoas melhores, pessoas que se preocupam com a natureza, com o mundo, com as pessoas...
A Natureza agradecerá essas atitudes. É nosso carinho por tudo que ela nos oferece.

SANTA CATARINA

As notícias que recebemos de Santa Catarina podem nos fazer pensar o quanto somos frágeis, o quanto a vida é frágil...
Amigos e parentes de lá relatam o tamanho da tragédia, que não poupou ninguém... Casas sólidas, bonitas e casas frágeis foram embora com a chuva, com a terra...
E nós, que estamos distantes de lá podemos pensar nas coisas que temos, nas pessoas que amamos e como nos sentiríamos se isso acontecesse por aqui.
Guardamos tantas coisas inúteis, acumulamos roupas, sapatos, bolsas que muitas vezes nem chegamos a usar... E numa hora de tragédias como essa acabamos por ver que o que importa é a vida, as pessoas...
Que haja solidariedade com eles e que haja uma tomada de consciência de cada um de nós... Valorizar o que realmente merece ser valorizado...
Guardar o que realmente necessitamos...
Viver com simplicidade...
A vida é pra ser vivida, valorizada, não apenas a nossa, mas também a vida daqueles que passam por dificuldades inimagináveis para nós.
Que papai do céu olhe por todos...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

OS LIMITES DE CADA UM DE NÓS - Letícia Thompson


As pessoas julgam as forças umas das outras baseando-se naquilo que elas mesmas são capazes de suportar. Poucos se dão conta que cada um de nós tem seu limite e que este não pode ser comparado com o de mais ninguém.

Uns suportam mais heroicamente o sofrimento, outros se entregam e morrem devagarinho como se o mundo tivesse acabado. E a um e a outro Deus criou.

Somos infinitamente mais capazes do que pensamos, mas enquanto ignoramos essa verdade, somos o que somos sem sermos mais ou menos que ninguém.

Classificar alguém de fraco porque este não suporta a dor física, moral ou emocional é cometer uma grande injustiça, pois cada um vai até onde seus limites permitem e é devagarinho que as pessoas vão descobrindo que as asperezas da vida nos tornam pouco a pouco mais fortes e resistentes.

Seguimos até onde devemos seguir e quando cremos que as forças nos abandonam é que o Senhor nos pega nos braços e nos ensina a voar. Vemos então horizontes que não podíamos alcançar com nossa visão plana e direcionada geralmente àquilo que nos fazia tanto mal.

Somos o que somos sim e que ninguém nos diga pequenos e falhos! Alcançamos tudo o que está ao alcance das nossas mãos e o mais o Senhor nos dá através da nossa fé que, mesmo limitada, nos torna seres ilimitados.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O CÂNTICO DA TERRA - Cora Coralina


Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.

Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Como vai você, Antônio Marcos?


Como é bom partir desde mundo e continuar a ser lembrado!

A lembrança que nos chega pode ser por um cheiro, um retrato, um lugar, tantas coisas mais... E, muitas chegam através da música mas, quase não nos lembramos de agradecer a quem a escreveu, a quem teve a inspiração...

Gosto muito da música "Como vai você", de Antônio Marcos e me lembrei que amanhã, 8 de novembro seria o dia de seu aniversário.
Então, a ele envio (e sei que receberá...) minha admiração por sua arte, por sua música e agradeço pelos momentos bons que tenho por causa de sua música.
Agradeço também por sua música, por sua vibração fazerem parte dos samaritanos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Precisamos de mudanças...

Obama é o novo presidente dos Estados Unidos. Advogado formado em Harvard, marido, pai, negro filho de africano, neto que amou e respeitou sua avó...

Neste homem estão as esperanças do mundo, de um mundo desesperançado, pobre de ideais, mas ainda rico em fé.

Se pensarmos que, quando Obama nasceu os negros eram segregados nos Estados Unidos, humilhados pela cor da pele, hoje vendo-o no cargo máximo desse país, o homem mais importante.... é um avanço enorme para a sociedade, não só a americana...

Que o sonho das mudanças que ele colocou no coração dos americanos seja realizado...

Que essas mudanças possam trazer paz para aqueles que estão em guerra...

Que exista coragem para enfrentar os problemas e vontade em querer resolver...
"A mudança está a caminho", disse Obama no seu primeiro discurso após a vitória...
Que ela, a mudança esteja a caminho mesmo... que seja a mudança para melhorar a vida, não apenas dos americanos, mas de todo o mundo, que coloca tanta esperança em seu governo. E, não apenas Martin Luther King tinha um sonho, mas todos nós...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O discurso do Presidente da França

O Presidente francês Nicolas Sarlizy, pronunciou um importante discurso de posse, onde revela muita coragem e lucidez na defesa da honestidade, da verdade e da lealdade contra os falsos valores de uma filosofia materialista que campeia nas universidades e na imprensa de modo geral. (Prof. Felipe Aquino).

Há muito não tinha lido um discurso tão importante, transcrito a seguir.

“Primeiro os deveres, depois os direitos” “Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada. Não vamos permitir a mercantilização do mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo.

A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale quanto o mestre, que não se pode dar más notas para não traumatizar o mau estudante. Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável. Era o slogan de maio de 1968 nas paredes da Sorbonne: “Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar”. Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética.

Uma esquerda hipócrita que permitia indenizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor. Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia. Ela tomou o gosto do poder. A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Vou reabilitar o trabalho. Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma farsa: “abriu-se uma fossa entre a política e a juventude”. Os vândalos são bons e a polícia é má. Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinqüente, inocente. Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte coletivo. Amam tanto a escola pública, e seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela.

Assinam petições quando se expulsa um invasor de moradia, mas não aceitam que o mesmo se instale em sua casa. Essa esquerda que desde maio de 1968 renunciou ao mérito e ao esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República. Isso não pode ser perpetuado num pais como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que cobra do Estado sem trabalhar. Quero criar uma cidadania de deveres. “Primeiro os deveres, depois os direitos”.

Nicolas Sarcozy – Presidente da França