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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ANO NOVO



"O Ano Novo ainda não tem pecado:
É tão criança...
Vamos embalá-lo...
Vamos todos cantar juntos em seu berço de mãos dadas,
A canção da eterna esperança."

Mário Quintana

Que 2012 seja recebido com a esperança do poeta, a esperança de todos nós.

FELIZ ANO NOVO, AMIGOS!!!

Que possamos compartilhar a vida, a esperança...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL!!!




Aos amigos que visitam meu Recanto quero desejar um alegre e feliz Natal, onde haja confraternização entre a família e os amigos.


Neste Recanto procuro deixar palavras de escritores, poetas para que com elas, seus dias sejam mais leves, mais bonitos. As escolhas são feitas sempre com muito carinho, pois sei que elas não podem machucar, entristecer a ninguém.


Felicidades, amigos!! Que possamos celebrar muitos Natais...


Que o aniversariante Jesus os proteja.












terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Natal Zaffari 2011

CRISTO GAÚCHO




Perseguindo a vibração
desta estrela imorredoura,
Piazito da manjedoura,
peço a Tua proteção.

Não sei fazer oração,
pois sou rude deste jeito,
mas com todo o meu respeito
Te entrego o meu coração.

E ao Te ver lindo, Menino,
nesta triste estrebaria,
eu reprovo a judiaria
que Te reserva o destino,
mas Teu olhar cristalino
manda minha voz calar;
quem sou eu para mandar
contra algum plano divino?

Mesmo assim, eu gostaria
de Te ver nascendo aqui.
No Rio Grande, para Ti,
um rancho não faltaria.
Acolher com galhardia
neste pampa é qualidade
e a nossa hospitalidade
não aponta estrebaria.

Terias cama macia,
talvez feita de pelego,
muita paz, muito sossego,
o pago Te ofertaria
e para atender Maria,
quando da dor derradeira,
haveria uma parteira
cheia de sabedoria.

E os Reis Magos chegariam
montados em seus cavalos
e um punhado de regalos
por certo te ofertariam
e depois te adorariam
pela noite inteira até,
com Maria e com José
um chimarrão tomariam.

Eu Te imagino, Jesus,
cavalgando desde cedo,
disparando num varzedo
num potro feito de luz
e a trilha que Te conduz
coberta pelo Cruzeiro,
que seria o tempo inteiro
Tua luminosa cruz.

Tu verias refletido
Teu rosto em nossos regatos,
sem Herodes, nem Pilatos,
ou qualquer outro bandido.

O pampa imenso estendido
seria o pago do amor
onde o Filho do Senhor
foi muito bem recebido.
Tu me desculpa, Piazito,
se acaso falei besteira,
pois quero, à minha maneira,
fazer o mundo bonito
e quero porque acredito
que um dia, quando eu partir,
vais mandar alguém me abrir
a porteira do infinito.

(Milton Sebastião Souza)


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O CÉREBRO HUMANO



Por Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal o Estado de São Paulo )

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. 
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.
  Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.. 
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado .
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. 
É quando você se sente mais vivo. 
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas. 
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. 
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa...
São apagados de sua noção  de passagem do tempo...
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir -as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA!
Não me entenda mal.
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou  registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).. 
 Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.  
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. 
Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos. Em outras palavras: V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. 
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. 
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.. 
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida..

E S CR E VA em
tAmaNhos  diFeRenTes e  em  CorES
di f E rEn tEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE.....
V I VA









segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A VIDA ENSINA




Se você pensa que sabe; que a vida lhe mostre o quanto não sabe.

Se você é muito simpático mas leva meia hora para concluir seu pensamento; que a vida lhe ensine que explica melhor o seu problema, aquele que começa pelo fim.

Se você faz exames demais; que a vida lhe ensine que doença é como esposa ciumenta: se procurar demais, acaba achando. Se você pensa que os outros é que sempre são isso ou aquilo; que a vida lhe ensine a olhar mais para você mesmo.

Se você pensa que viver é horizontal, unitário, definido, monobloco; que a vida lhe ensine a aceitar o conflito como condição lúdica da existência.Tanto mais lúdica quanto mais complexa.
Tanto mais complexa quanto mais consciente.Tanto mais consciente quanto mais difícil.
Tanto mais difícil quanto mais grandiosa. Se você pensa que disponibilidade com paz não é felicidade; que a vida lhe ensine a aproveitar os raros momentos em que ela (a paz) surge.

Que a vida ensine a cada menino a seguir o cristal que leva dentro, sua bússola existencial não revelada, sua percepção não verbalizável das coisas, sua capacidade de prosseguir com o que lhe é peculiar e próprio, por mais que pareçam úteis e eficazes as coisas que a ele, no fundo, não soam como tais, embora façam aparente sentido e se apresentem tão sedutoras quanto enganosas. Que a vida nos ensine, a todos, a nunca dizer as verdades na hora da raiva.

Que desta aproveitemos apenas a forma direta e lúcida pela qual as verdades se nos revelam por seu intermédio; mas para dizê-las depois. Que a vida ensine que tão ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la. Que aquele garoto que não come, coma.

Que aquele que mata, não mate. Que aquela timidez do pobre passe.
Que a moça esforçada se forme. Que o jovem jovie.
Que o velho velhe. Que a moça moce. Que a luz luza. Que a paz paze.
Que o som soe. Que a mãe manhe. Que o pai paie. Que o sol sole. Que o filho filhe. Que a árvore arvore.
Que o ninho aninhe. Que o mar mare. Que a cor core. Que o abraço abrace. Que o perdão perdoe.

Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança. Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo. A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos.

(Artur da Távola)


sábado, 10 de dezembro de 2011





cansei da idade do bronze


vim de mudança pra dois mil e onze


mas não deu certo estou caindo fora


um tempo novo só se for agora


envelheço mas não perco a pose


vou curtir a vida em dois mil e doze




(Alberto Centurião)






quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

HÁ COISAS BONITAS NA VIDA




Mas, bonitas são as coisas vindas do interior de cada um, as palavras simples, 
sinceras e significativas.


Bonito é o sorriso que vem de dentro, o brilho dos olhos, o beijo soprado...



Bonito é o dia de sol depois da noite chuvosa ou as noites enluaradas de verão em que quase todos passeiam...



Bonito é procurar estrelas no céu e dar de presente ao amigo, amiga, namorado, neto...



Bonito é achar a poesia do vento, das flores, do mato, dos animais e das crianças.



Bonito é chorar quando sentir vontade e deixar as lágrimas rolarem sem vergonha ou medo de crítica.



Bonito é gostar da vida e se deixar viver de um sonho.



Bonito é ver a realidade da vida, sem nunca ser extremista, e acreditar na beleza de todas as coisas.



Bonito é a gente continuar sendo gente com G maiúsculo em qualquer situação, principalmente nos momentos de dificuldade.



Bonito é você ser você... 


nesta bonita vida...!!


(Letícia Thompson)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

UM HOMEM, UM CRAQUE

Difícil deixar de comentar sobre o falecimento do ex-jogador Sócrates, que foi doutor, um democrata. Alguém que expunha suas convicções e suas crenças.

Um corinthiano que partiu no dia em que o Timão se tornou campeão do campeonato brasileiro

Lindas foram as homenagens a ele prestadas e, que seja lindo também seu caminhar, com passos firmes e muita coragem.




Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira

(19/02/1954 - 04/12/2011)

Pelo que fez em campo, Sócrates integra um grupo pequeno, o dos gigantes do futebol brasileiro. Pela capacidade de reflexão sobre o seu ofício, ocupa um lugar único. Nenhum atleta brasileiro foi capaz de pensar sobre os diferentes aspectos do esporte, questionar os seus problemas e propor soluções com a sua coragem e inteligência.

Some-se a isso, Sócrates construiu uma imagem pública fascinante. O "antiatleta", como ele dizia, sempre fumou e bebeu, era um iconoclasta, sem papas na língua, tinha prazer em chocar os mais conservadores
com seu humor refinado e era de uma simpatia a toda prova.

Essa raríssima combinação - gigante em campo, gênio na tribuna, carismático no dia-a-dia - obrigou muita gente a engolir Sócrates a contragosto. A verdade, num país com a estrutura esportiva pré-histórica como é o Brasil, Sócrates sempre foi um incômodo para quem, de fato, manda - dirigentes, políticos e empresários ocupados, exclusivamente com seus próprios interesses e negócios.

Além da tristeza gigante pela morte tão precoce de Sócrates, sinto muito também por achar que as principais batalhs que enfrentou estão longe de ter um desfecho positivo. Mas não são batalhas perdidas. Sua voz será sempre lembrada por aqueles que sonham com um mundo esportivo mais justo.

MAURÍCIO STYCER
(em seu blog no site UOL)