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sábado, 11 de outubro de 2008

UMA CRIANÇA CHAMADA MIMA


Amanhã é o Dia da Criança e pra mim está sendo um bom momento pra me lembrar da criança que fui...

Meu apelido, Mima, dado por meu irmão, bem que combina com o que fui quando meninazinha... mimada... Claro, primeira neta das duas famílias, só podia dar nisso mesmo...

Me lembro do quanto fui paparicada, acarinhada pelas vovós, titias, titios e até por uma bisa com quem convivi só um pouquinho; o biso sim, um lindo italiano de olhos claros, bochechas rosadas convivi em muitas férias lá no interior, e dele tenho boas lembranças... Papai e mamãe então, era uma paparicação só...
Nunca fui uma criança de gostar de brincadeiras de pega-pega, esconde-esconde, sabe essas brincadeiras que as crianças ficam sujas, suadas... odiava!!! Preferia muito mais as bonecas, os cadernos de desenho e os livros, muitos livros... Esses sim sempre foram meus grandes amigos, com quem viajava pra longe, conhecia príncipes, princesas, voava até...
Era uma garotinha sonhadora... como sonhava:
Quando crescesse ia me apaixonar por um trapezista e com ele e o circo percorrer o mundo...

Quando fosse moça ia nadar como a Esther Williams e... ficou só no sonho mesmo... até hoje nem aprendi a nadar...

Quando virasse gente grande ia ser uma grande escritora... ah, não sou uma grande escritora, nem posso me considerar uma escritora, mas a criançada até que gosta das minhas estórias que andam viajando por aí...

Quando me casasse... ah, quando me casasse... Tinha que ser com um moço bonito, educado, que soubesse sorrir e que me amasse muito... Ah... isso eu consegui... tudo isso e muito mais...

Também queria ser mãe uma boa mãe de filhos lindos, é claro!!! Mas, que fossem lindos por dentro, elegantes no comportamento, com a cuca bem legal e que fossem meus amigos... Não sei se consegui tudo, pois não sei se sou uma boa mãe, apesar de fazer o que posso e o que sei, o que não deve ser grande coisa mas, fazer o quê...

Agora sou até uma vovozinha, imagine! Pensei que isso ia demorar tanto pra acontecer... a gente pensa, quando é mocinha, que ficar velha demora muito mas, que nada... passa tão rápido e quando a gente vê... os cabelos estão brancos, disfarçados de outras cores...

Por tudo isso e tanta coisa mais só posso dizer a papai do céu, a meus pais, vovós, família o quanto sou grata por tudo que recebi... E que eu saiba dar à família que construí pelo menos uma parte do que recebi.

Que minha criança continue sonhando...


Um comentário:

Juliana Ramires disse...

Oi Wilma, a sua infância foi muito parecida com a minha. A única diferença é que depois, aos 11 anos, fui estudar em internatos. Foi uma experiência incrível...
Mas nós tínhamos os mesmos gostos...
É... infância é uma coisa muito boa mesmo. Que possamos continuar a ter o espírito infantil que nos faz tão bem.
Lindo o seu depoimento! Parabéns!