quarta-feira, 29 de setembro de 2010

EL VIENTO EN LA ISLA

El viento es un caballo
óyelo como corre
por el mar, por el cielo.

Quiere llevarme: escucha
como recorre el mundo
para llevarme lejos.

Escóndeme en tus brazos
por esta noche sola,
mientras la lluvia rompe
contra el mar y la tierra
su boca innumerable.

Escucha como el viento
me llama galopando
para llevarme lejos.

Con tu frente en mi frente,
com tu boca em mi boca,
atados nuestros cuerpos
al amor que nos quema,
deja que el viento pase
sin que pueda llevarme.

Deja que el viento corra
coronado de espuma,
que me llame y me busque
galopando en la sombra,
mientras yo, sumergido
bajo tus grandes ojos,
por esta noche sola
descansaré, amor mío

(Pablo Neruda



terça-feira, 28 de setembro de 2010

ÊTA MACAQUINHA DANADA!!!

Nossa, mas que jogo ruim!!! Uma verdadeira pelada!!!

Agora que a Ponte Preta precisa ganhar pra voltar pro G4 faz esse jogo medíocre! Foi duro assistir... mas (ainda bem que tem um mas) nos últimos minutos dos acréscimos conseguiu empatar.

Ufa, que sufoco!!!

A gente sofre mas... continua torcendo...

                                    É isso aí...

domingo, 26 de setembro de 2010

GEOMETRIA DOS VENTOS

Eis que temos aqui a Poesia,
a grande Poesia.
Que não oferece signos
nem linguagem específica, não respeita
sequer os limites do idioma. Ela flui, como
um rio.
como o sangue nas artérias,
tão espontânea que nem se sabe como foi
escrita.

E ao mesmo tempo tão elaborada -
feito uma flor na sua perfeição minuciosa,
um cristal que se arranca da terra
já dentro da geometria impecável
da sua lapidação.

Onde se conta uma história,

onde se vive um delírio; onde a condição humana
exacerba,
até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério ao
mesmo tempo
fácil e insolúvel da sua tragédia.
Sim, é o encontro com a Poesia.

(Rachel de Queiroz)


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

OUTRO BLOG

Acabei de abrir as portas de um novo blog - RECANTO DE PALAVRAS, onde colocarei apenas as coisas que escrevo.

Vou esperar a visita de vocês por lá. Anotem o endereço:

wwwrecantodepalavras.blogspot.com

Apareçam!!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O PLANTADOR DE GIRASSÓIS

O plantador de girassóis
Lá vai ele semeando azuis.

Passa por terras ácidas,
por marés graves,
que converte em focos de luz.
Deve ter uma orquestra no bolso
e sementes de sol no coração.
A fila cresce:
o que admira,
a que suspira,
a que padece.
O semeador avança,
a orquestra toca,
o mundo, sem querer, entra na dança.
A festa aumenta.
Se a noite ciumenta se apresenta
e em protesto espalha seu negrume,
o semeador derrete a escuridão:
seduz a estrela e acende um vagalume.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

VIVA O RECANTO!!!

Em 22 de setembro de 2008 escrevi:

"Hoje está um dia lindo! Um lindo dia pra abrir este blog..."

E hoje, 22 de setembro de 2010 posso escrever:

"Hoje está um dia lindo" Um lindo dia pra comemorar o 2º ano deste blog..."

Nesses dois anos estive por aqui quase todos os dias e, tudo o que foi escrito, adicionado, copiado, foi escolhido com muito critério e carinho, pois sempre imagino amigos lendo, curtindo. E, imagino também pessoas chegando pra conhecer meu recanto.

Agradeço todos os comentários, os e.mails que tenho recebido, que têm servido de incentivo e são abraços amorosos pra meu coração.

Então, puxem uma cadeira, comam um pedaço de bolo pra comemorar o 2º aniversário desse filhote que está aprendendo a caminhar.

Abraços a todos com meu afeto.


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DIA DO GAÚCHO

20 de setembro é comemorado o DIA DO GAÚCHO e a REVOLUÇÃO FARROUPILHA.

Parabéns aos gaúchos!!! E, minha saudade dos lindos anos que por lá vivi, fui feliz e coloquei neste mundão dois gaúchos.

Feliz dia, feliz vida pra ti, gaúcho!!!


O Campeador com as rédeas do tempo

(Carlos Nejar)

Quando os ventos chegarem
na terra forte,
quando as nuvens rolarem
sobre as nuvens
e o vento se deslocar
sobre o vento,
o sonho tombará o sonho,
reverdecendo.

Quando o vento se deslocar
sobre o vento
na terra forte,
os homens serão setas no tempo.
O tempo destila o tempo.

II.
Os ventos serão asas,
os homens serão ventos,
as noites serão as noites
dentro das noites,
as casas
dentro dos homens,
o tempo.

A morte sempre vivida
é vida multiplicada.

III.
Nada,
nem a lentidão do drama,
o curto espaço
em que habitava,
o fio da espada,
nem os trópicos,
nada embaciava
aquela onda :
o Cavaleiro e sua jornada.

IV.
As pedras se transformam
em astros longe ventando,
os pássaros retomam
os horizontes de vento.
As noites passam
dentro das noites
e os ventos dentro
dos ventos.

A morte sempre vivida
é vida multiplicada.

V.
O vento é o vento ,
a vida é noite
cheia de ventos,
porém ao vento
como encontrá-lo ?

Na sombra branca ,
na sombra branca,
na sombra branca de seu cavalo.

VI.
O vento é o vento;
as crinas não rompem
o silêncio
e ao seu galope
retumba a água,
prossegue sempre,
até que o tempo
desmonte a morte,
no seu galope,
desmonte o tempo.

Prossegue sempre.

VII.
Quando os ventos forem caminhos
e os ventos-ventos forem sementes,
quando os cavalos forem moinhos
e a noite negra for transparente.

Quando os ventos forem caminhos,
quando os barcos forem poente,
quando os cavalos forem moinhos,
moendo a noite tranquilamente.

Quando os ventos forem caminhos,
a vida cheia de ventos
na vida feita semente,
moendo o jugo com seus dentes.

Quando os ventos forem caminhos,
seremos ventos e ninhos,
sombras esguias, ventos-moinhos,
moendo a noite nos seus caminhos.