sábado, 31 de julho de 2010

SÓ POR HOJE

Só por hoje
vou rasgar os códigos.
Desacato as regras,
a água morna,
os preços módicos.
Só por hoje
desacredito das retas,
descarrilho do trilho,
desvio das setas.

Preciso de tempo pra sonhar,
respirar fundo e carregar na mão
o sal da vida e o mel do mundo.

Se o compromisso tocar a campainha,
peço que aguarde na casa vizinha,
mansamente, sem fazer alarde.
Mas comunico a todos pela imprensa
que sumiu a lucidez.
Pediu licença.
É só por hoje,
mas agora é minha vez.

Flora Figueiredo - foto

sexta-feira, 30 de julho de 2010

OBA, é sexta feira, dia de...

Pastel e caldo de cana!

Quem não é paulista não sabe como é bom comer pastel com caldo de cana, desses das feiras livres.

Aqui perto tem feira hoje e... é claro que almoçamos... pastel com caldo de cana. O meu, como quase sempre foi de palmito mas, tem uma infinidade de sabores.

Hummm, é bom demais!!!

POR QUÊ?



Meus amigos vivem por aqui mas... se esquecem de deixar um recadinho pra mim.

Sei da passagem deles pelo Recanto porque enviam e.mail, mas, que tal deixar uma palavrinha, um comentário aqui???

Vou esperar... que sigam o blog também.

Será que estou pedindo muito???

quarta-feira, 28 de julho de 2010

DIGA NÃO AO BULLYING

Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.


O bullying se divide em duas categorias:

a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e
b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.

O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.

As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.

As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.

O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes a famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.

Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola (http://www.brasilescola.com.br/)
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP

Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

segunda-feira, 26 de julho de 2010

SER AVÓ, SER AVÔ

Meu marido e eu sempre sonhamos com filhos e depois com netos.

E nos perguntávamos: como será quando formos avós?

Tenho só boas lembranças de minhas avós, já que não conheci os avôs mas, convivi nas férias com meu bisavô italiano, um lindo homem de olhos claros, bochechas rosadas e um lindo sorriso.

Das avós tenho a lembrança da nonna com quem viajava nas férias, com quem aprendi a fazer molho para macarronada e ver a força de uma mulher que criou 8 filhos depois da morte prematura do marido. Era uma baixinha clara como seu pai e com os mesmos olhos vivos - exigente com os filhos mas amorosa nas atitudes. Era a nonna Irma.

A outra avó, a Francisca, que chamamos sempre de Vovó Chica era um doce de pessoa. Com toda sua menirice, estava sempre calma, cheirosa, de bem com a vida e assim viveu até os 98 anos - lúcida e ainda com planos para a vida.

Com ela aprendi a fazer crochê, a cozinhar (era uma cozinheira de mão cheia) e a ver o lado bom das coisas, da pessoas, a não julgar, a ser valente diante dos obstáculos e, sempre que possível... não viver reclamando.

Essas duas mulheres, minhas avós, deixaram marcas na minha vida, na minha mente, no meu coração e delas estou sempre me lembrando, como se eu estivesse com elas na semana passada...

E, sempre quis ser uma boa avó, o que minha mãe também sonhou mas que teve pouco tempo para usufruir, pois faleceu quando os netos eram pequenos. Porém, mesmo assim é lembrada com carinho e saudade por eles - o tempo de convivência foi pequeno mas valeu por toda uma vida.

Quando chegou minha hora de ser avó... nossa, foi uma festa! Fiz planos junto com meu marido e hoje, quando a mais velha já vai fazer 12 anos e a menor 9 no ano que vem, fico pensando: como sou como avó?

Tomara que seja... uma vovó legal, pois o vovô, ah, esse é o melhor do mundo, e é difícil concorrer com ele...

Só espero que, conforme a vida for passando, elas, um dia, tenham de mim as mesmas lembranças que tenho das minhas avós e que tenham aprendido alguma coisa comigo.

Ser avó, ser avô é uma experiência única, pois é a vida se refazendo na forma de netos.

Às minhas netas desejo toda a felicidade do mundo. Que elas sejam pessoas boas, corajosas, verdadeiras, leves, alegres e que possam ser sempre... minhas netas amadas.

Beijos da Vovó Mima para Pih e Mah.

domingo, 25 de julho de 2010

VITÓRIA??? Sim, mas NOJENTA!!!

"Um domingo de vergonha para Massa, para Alonso, para a F-1, para o esporte.

Porque, num replay do GP da Áustria de 2002, a Ferrari deu uma ordem expressa e escandalosa para inversão de posições entre seus dois pilotos. E a ordem foi expressamente e escandalosamente cumprida.

Massa pilotava bem, liderava o GP da Alemanha, tinha enormes chances de encerrar um jejum de 27 provas sem vitória exatamente no dia em que seu acidente na Hungria completava um ano.

Mas, a 18 voltas do fim, o rádio foi acionado. E o brasileiro praticamente parou o carro para Alonso passar.

Por parte da Ferrari e de Alonso, falcatrua, marmelada, falta de esportividade. Por parte de Massa, e é triste escrever isso oito anos depois, acomodação, subserviência, falta de coragem."

Isso foi escrito por Fábio Seixas na Folha Online.

E, foi mesmo um escândalo o que aconteceu mais uma vez com a Ferrari...

Uma vitória de Alonso, mas uma vitória nojenta!!!

sábado, 24 de julho de 2010

GAÚCHO EU SOU

Não sou gaúcha mas... fiz dois gaúchos: uma prenda e um gaudério que, como todos, têm o maior orgulho em ter nascido por lá...

Pra eles e pra toda gauchada amiga, segue uma poesia.



Gaúcho eu sou,
não importa pra onde vou.
Levo sempre comigo
as belezas do meu chão,
e quem quiser, venha ver como é que é
o Rio Grande te espera,
venha tomar um chimarrão.

É um pedacinho do sul do meu país,
e aqui quem vive, com certeza é feliz.

E nesta terra a gente planta,

a gente ama, a gente canta
e encanta quem vem aqui.

Se, por acaso, um dia eu me bandear,
mil recordações
do meu Rio Grande irei levar;
pois um Gaúcho tem sua estampa,
jamais esquece de sua pampa,
lugar onde sempre viveu.

(Marcelo Dametto)