domingo, 30 de agosto de 2009

Eu escrevi um poema triste


Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza…
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel…
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

Mário Quintana

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

FELICIDADE

Ela veio bater à minha porta
e falou-me, a sorrir, subindo a escada:
"Bom dia, árvore velha e desfolhada!"
E eu respondi: "Bom dia, folha morta!"

Entrou: e nunca mais me disse nada...
Até que um dia (quando, pouco importa!)
houve canções na ramaria torta
e houve bandos de noivos pela estrada...

Então, chamou-me e disse: "Vou-me embora!
Sou a Felicidade! Vive agora
da lembrança do muito que te fiz!"

E foi assim que, em plena primavera,
só quando ela partiu, contou quem era...
E nunca mais eu me senti feliz!


Esta é uma poesia de Guilherme de Almeida, meu conterrâneo - também nasceu em Campinas - em 24 de julho de 1890.
Em 1959foi eleito, em concurso instituído pelo Correio da Manhã, o "Príncipe dos Poetas Brasileiros".
Faleceu, na cidade de São Paulo, no dia 11 de julho de 1969, pouco antes de completar 79 anos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A MELHOR NOTÍCIA



Será mesmo que a melhor notícia é que Raul e Gopal conseguiram pegar algum dinheiro com a vilã Yvone???

Procurei no jornal, na internet, no twitter uma boa notícia mas, por incrível que pareça... NADA!!! São só escândalos, maracutaias, assassinatos, dinheiro roubado; um que é solto da prisão, outro que vai preso (aliás, mais do que merecido...)

Pois é, ainda bem que Raul e Gopal pegaram a Yvone!!! Are baba!!!

É isso aí...

domingo, 23 de agosto de 2009

Você sabe ou você sente?

Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?
Falam de tudo.
Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos.
Sobretudo falam do comportamento.
E falam porque supõem saber.
Mas não sabem.
Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente.
Se sentissem não falariam.
Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida.
Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.
As pessoas falam da reação das outras e do comportamento
delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram.
Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele.
Isso é masoquismo.
Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou.
Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo?
Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância.
Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos.
Isso é ser infeliz.
Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento.
É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.
Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo.
Espere florescer a árvore do próprio sentimento.
Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.
A verdade é que só sabemos o que já sentimos.
Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais.
Só se sabe aquilo que já se sentiu.

Arthur da Távola

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

QUE NOJO!!!

Estou enojada com tudo que vi e ouvi no tal Conselho de Ética do Senado!!
UMA VERGONHA!!! O presidente da mesa não sabia como conduzir a sessão, estava perdido... ou foi colocado lá por ser assim tão incompetente???

Sou petista da primeira hora e me sinto enganada, desrespeitada por todos os votos que dei. Votei no presidente Lula desde que ele concorreu a primeira vez, acompanhei sua vida pública com admiração e interesse, mas vejo que, infelizmente, ele se transformou numa pessoa arrogante, que quer que sua vontade seja sempre atendida.

Que pena!!! Que pena assistir ao que assisti e, como disse o senador Pedro Simon, hoje foi o dia mais triste do Senado, onde a manipulação ficou clara para que nada fosse apurado em relação a atos do ex-presidente Sarney. Ele não foi valente como o foi o senador Arthur Virgílio, que esteve presente à sessão fazendo questão de ser ouvido, questionado, avaliado. Isso é atitude de um homem de caráter!

Até quando vamos ter que conviver com tudo isso??? Até quando???

terça-feira, 18 de agosto de 2009

ZENA HOLLOWAY




Zena Holloway é uma profissional especializada em fotografia subaquática. Autodidata, foi clicando turistas nas Ilhas Cayman que começou a se especializar no assunto. Tanto que em pouco tempo já fazia parte da equipe do Discovery Channel. Seu trabalho é quase mágico, combinando difíceis técnicas de fotografia submersa com uma leveza e criatividade ímpares. Luz, movimento, cores, enfim, os resultados sempre surpreendem e encantam! Tanto talento não iria demorar a chegar ao mundo publicitário e os trabalhos desta inglesa de 33 anos já fizeram parte de grandes anúncios e filmes, faturando inúmeros prêmios. Zena faz um trabalho literalmente profundo, e único.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

OSHO


Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados.
E vê a sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano
Mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.