e falou-me, a sorrir, subindo a escada:
"Bom dia, árvore velha e desfolhada!"
Entrou: e nunca mais me disse nada...
Até que um dia (quando, pouco importa!)
houve canções na ramaria torta
e houve bandos de noivos pela estrada...
Então, chamou-me e disse: "Vou-me embora!
Sou a Felicidade! Vive agora
da lembrança do muito que te fiz!"
E foi assim que, em plena primavera,
só quando ela partiu, contou quem era...E nunca mais eu me senti feliz!
Guilherme de Almeda (Campinas, SP - 24/7/1890; São Paulo, SP - 11/7/1969. Em 1958, foi coroado o quarto "Príncipe dos Poetas Brasileiros" (depois de Bilac, Alberto de Oliveira e Olegário Mariano).
Aprendi a gostar dessa poesia com minha mãe... Ela sempre me dizia: "Mima, você precisa conhecer as poesias de Guilherme de Almeida que, além de ser um grande e inspirado poeta, é nosso conterrâneo... nasceu em Campinas..."
E, ela tinha mesmo muita razão... essa poesia, em particular, é das que gosto mais...
Tomara que gostem também...


