terça-feira, 18 de agosto de 2009

ZENA HOLLOWAY




Zena Holloway é uma profissional especializada em fotografia subaquática. Autodidata, foi clicando turistas nas Ilhas Cayman que começou a se especializar no assunto. Tanto que em pouco tempo já fazia parte da equipe do Discovery Channel. Seu trabalho é quase mágico, combinando difíceis técnicas de fotografia submersa com uma leveza e criatividade ímpares. Luz, movimento, cores, enfim, os resultados sempre surpreendem e encantam! Tanto talento não iria demorar a chegar ao mundo publicitário e os trabalhos desta inglesa de 33 anos já fizeram parte de grandes anúncios e filmes, faturando inúmeros prêmios. Zena faz um trabalho literalmente profundo, e único.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

OSHO


Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados.
E vê a sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano
Mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

ENQUANTO OS VENTOS SOPRAM


Há alguns anos, um fazendeiro possuía terras ao longo do literal do Atlântico. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados. A maioria das pessoas estava pouco disposta a trabalhar em fazenda ao longo do Atlântico.

Procurando novos empregados, ele recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia idade, se aproximou do fazendeiro.

- Você é bom lavrador? Perguntou o fazendeiro.

- Eu posso dormir enquanto os ventos sopram, respondeu o pequeno homem.

Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem na fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro ficava satisfeito com o trabalho do homem.

Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou o lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou:

- Levanta! Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas!

O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente:

- Não, senhor. Eu lhe disse: eu posso dormir enquanto os ventos sopram...

Enfurecido com a resposta, o fazendeiro estava tentado a despedi-lo imediatamente. Em vez disso, se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado trataria depois.

Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno estavam cobertos com lonas firmemente presas no chão. As vacas estavam protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros, e todas as portas muito bem travadas. As janelas fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada seria arrastado.

O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer. Então, retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

SHAKESPEARE, WILLIAM - 23/04/1564 – 23/04/1616




“Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.”

COMO ANDAR???

Outro dia, caminhando pela calçada do quarteirão onde moro fiquei abismada: a cada 10, 15 passos me deparava com cocôs de cachorro e, quando desviava deles... lá vinham os buracos... um ao lado do outro, formando um buracão!

Fiquei pensando no meu tio, deficiente visual, que transitava pelas ruas de Campinas, acompanhado apenas de sua bengala branca e do sorriso confiante em quem sabia poder caminhar, caminhar sem levar tombos provocados pelos buracos. Isso era na Campinas de antigamente... agora, por lá também acontece o mesmo daqui de São Paulo.

Até mandei uma pergunta para o Sr. Andrea Matarazzo, lá no Twitter para saber se não existe uma forma de punir os proprietários que não cuidam de suas calçadas - vamos ver o que ele dirá.

Que tenhamos uma boa semana... sem cair nos buracos...

É isso aí.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

SER PAI - Arthur da Távola



Ser pai
é acima de tudo, não esperar recompensas.
Mas ficar feliz caso e quando cheguem.
É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão.
É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.

Ser pai
é aprender errando, a hora de falar e de calar.
É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais falar no momento preciso.
É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte.
É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.

Ser pai
é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar.
É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo.
Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários,
buscando protegê-los sem que percebam,para que consigam descobrir os próprios caminhos.

Ser pai
é saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir.
Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar.
É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que,
a alma, lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos
a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.

Ser pai
é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar.
É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher,ainda que não seja em vida.
Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão.
Mas ir às lágrimas quando chegam.

Ser pai

é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho,
sempre como influência, jamais como imposição.
É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho.
É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar,ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.

Ser pai
é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja,projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender;
de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte,mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação.

Ser pai

é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio.
O máximo de convivência no máximo de solidão.
É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver.
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno,por tudo haver feito para deixar de ser importante.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

SE EXISTE SAUDADE

A saudade é esse passarinho que vem de leve e pousa no nosso coração trazendo lembranças, como um colibri que beija a flor e traz beleza. E ela nem escolhe hora ou lugar, só aparece assim, invadindo inteiramente esse espaço que consideramos reservado às pessoas ou ocasiões especiais.

Mas se existe saudade, é porque existem sementinhas de ternura plantadas em nós; pedacinhos de coisas boas, que tçavez nem tenham ficado muito tempo, mas o suficiente para deixar um rastro, um sabor, uma marca, um perfume.
Outro dia, falando sobre a saudade que sinto da minha família virtual, ouvi, com surpresa alguém dizer que não é possível sentir saudade de pessoas que nunca vimos. E como não?

Que nome dar então a essa falta, esse vazio nostálgico, dolorido e bom que invade a alma e toma conta do momento? Essa viagem que fazemos sem malas e documentos e que nos leva e nos trás, cheios de amor e de não sei o que?

A saudade é uma prova, um certificado, carimbado e assinado embaixo de que não estamos inteiramente sós e nem vazios. As pessoas vêm e vão e ficam assim se prolongando em nós, existindo pela eternidade do nosso caminho. E amanhã ou depois, quando tudo o que sobrar em nós forem pedaços do passado, teremos esse coração rico em histórias que nos farão rir sozinhos e nos sentir vivos.

São essas as peças que os verdadeiros amigos pregam ao nosso coração. Caímos nessa armadilha e ainda nos divertimos. Aprendemos assim que sentir saudade é respirar o amor que plantaram em nós. É viver depois repletos desse amor para a vida toda.

Letícia Thompson